terça-feira, janeiro 31, 2006

Temos novos Vizinhos...

Parece que chegou um novo Blog à cidade de Coimbra:

Aqui

esperemos que se mantenha, pois sabemos as dificuldades sérias que é manter um Blog, da nossa parte só nos resta desejar-lhe Boa Sorte e desejos de Felicidades...

segunda-feira, janeiro 30, 2006

ESTE HOMEM NÃO EXISTE !

ESTÁ CADA VEZ MAIS PARECIDO COM O IRMÃO.

VAMOS RECORDAR.


Palácio de Congressos ? Aquele que Manuel Machado queria para Coimbra ( e quanto a nós bem ) e que tantas criticas teve do PSD a um certo PS ?
Não há qualquer inovação na proposta.
Nova ponte Pedonal ? Qual a que está já a ser feita por Carlos Encarnação com apoio do Polis ?
Onde está a novidade ? Ou será a que vai nascer no âmbito do projecto de reestruturação das estações de caminhos de ferro e já prevista desde o ano 2001 ?

RECORDAR É UM EXCELENTE EXERCÍCIO EM DEMOCRACIA



" ... SONDAGEM ELABORADA ENTRE OS DIAS 8 E 12 DE SETEMBRO, PELA EUROSONDAGEM, S.A. CONFIRMA O EMPATE TÉCNICO ..."

"...Sou uma pessoa de verdade. Logo que tive conhecimento da sondagem que iria sair, afirmei a quem deveria, que tinha uma que contrariava os valores agora divulgados, e tenho, como agora o comprovo com a presente divulgação. Coimbra é uma cidade de pessoas inteligentes, e a sondagem que agora divulgo foi feita ainda antes dos debates realizados e publicitados na RTP, RDP e TSF., diria ainda antes da verdadeira campanha eleitoral..."

" ...Esta sondagem que confirma a existência de um empate técnico em Coimbra, situação já existente em finais de Junho, conforme sondagem também na altura divulgada pela Eurosondagem, então apresentada pelo seu Director Técnico, Rui Oliveira e Costa. Mas desta vez o diferencial é ainda mais reduzido. Esta sondagem coloca-me ligeiramente à frente nas Freguesias Rurais e ligeiramente atrás nas Freguesias Urbanas..."

"...Não preciso de ajudas. Mas também não preciso de mentiras..."

IN: VICTOR BAPTISTA

sábado, janeiro 28, 2006

JOÃO PORTUGAL COM MEDO DE PAULO VALÉRIO ANTECIPA CONGRESSO DOS JOVENS SOCIALISTAS

João Portugal reuniu a Comissão Política dos jovens rosinhas para antecipar o Congresso Distrital e impedir, já, a entrada de novos militantes que pudessem votar para o próximo conclave jovem.
Argumentando com razões que ninguém entende, é o único distrito do país que vai a votos já em Março.
A explicação, segundo alguns militantes jovens, tem a ver com o receio de Portugal em relação a Valério, sobretudo porque aparentemente Baptista, lider do PS, parece nutrir maior simpatia por Valério para liderar os jovens socialistas de Coimbra.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

OS ESCÂNDALOS DO BANCO DE PORTUGAL. PERCEBEMOS AGORA PORQUE NINGUÉM QUER SAIR DE LÁ.


As normas que regem as pensões de reforma do Conselho de Administração do Banco de Portugal têm, no seu ponto 4.º, uma “garantia de reforma” que estipula o seguinte: “O Banco de Portugal, através do seu Fundo de Pensões, garantirá uma pensão de reforma correspondente ao período mínimo de cinco anos, ainda que o membro do Conselho de Administração cesse funções, a qualquer título”.
As pensões atribuídas aos membros do Conselho de Administração do Banco Central são actualizadas, a 100 por cento, na base da evolução das retribuições dos futuros Conselhos de Administração, sem prejuízo dos direitos adquiridos, especifica o ponto 6 das referidas normas.
O ponto 7 regula a cumulação de pensões, consagrando a possibilidade de, “obtida uma pensão de reforma do Banco de Portugal, o membro do Conselho de Administração pode obter nova pensão da Caixa Geral de Aposentações [CGA], ou de outro qualquer regime, cumulável com a primeira”.
Para além da pensão, os membros reformados do Conselho de Administração gozam de todas as regalias sociais concedidas aos administradores no activo (carro e cartão de crédito) e também aquelas dadas aos trabalhadores da instituição.

DOIS JAGUAR A CAMINHO

A frota de automóveis do Banco de Portugal é de fazer inveja a muitos ministérios.
Os contratos de ‘leasing’ das viaturas têm a duração de três anos, sendo os modelos renovados após esse período.
Recentemente, foi divulgado que a administração encomendou no passado mês de Dezembro seis nova viaturas; três Volkswagen Passat, dois Audi A4 e um Mercedes classe E.
No entanto, o CM sabe que, a somar a estes estão também encomendados dois Jaguar que deverão ficar adstritos a directores da instituição.
Recorde-se que, segundo um estudo realizado pelo ‘Central Banking Journal’, o Banco de Portugal é a terceira instituição de supervisão que mais gastos tem com pessoal em percentagem do PIB (0,08 por cento) entre os 30 países da OCDE, só superado pelo banco grego e islandês.


ALGUNS DOS REFORMADOS DO BANCO CENTRAL

Nome: Campos e Cunha- Cargo que ocupava: Vice-governadorInício da reforma: 2002, por cessação de funções- Valor da reforma: 8000 euros

Nome: Tavares Moreira- Cargo que ocupava: Técnico consultor de nível 18cInício da reforma: 1 de Junho de 1999 – negociada- Valor da reforma: 3062 euros

Nome: Miguel Beleza- Cargo que ocupava: Técnico consultor de nível I - cInício da reforma: 1 de Novembro de 1995 – negociada- Valor da reforma: 3062 euros

Nome: Cavaco Silva- Cargo que ocupava: Técnico consultor de nível 18b Início da reforma: 15 de Julho de 2004 – por limite de idade - Valor da reforma: 2679 euros

Nome: Octávio Teixeira - Cargo que ocupava: Técnico consultor de nível 18aInício da reforma: 1 de Dezembro de 2001 – negociada-Valor da reforma: 2385 euros

Nome: Ernâni Lopes - Cargo que ocupava: Técnico consultor de nível 18 Início da reforma: 1 de Setembro de 1989 – negociada - Valor da reforma: 2115 euros

AFINAL LUIS VILAR É DE NOVO CANDIDATO A PRESIDENTE DO PS-COIMBRA

Ora pois. Era ter muita consciência fazer o contrário.
Luis Vilar, depois de ter dito que muito dificilmente seria de novo candidato a Presidente da Concelhia do PS-Coimbra e a um novo mandato de vereador da Câmara de Coimbra, provavelmente, como todos avançaram à época, não fará o pré-anunciado. Pelo que poderemos esperar nova candidatura à estrutura interna dos socialistas de Coimbra e, claro, a um novo mandato de vereador caso, daqui a 4 anos, ainda seja o lider do partido da rosa em Coimbra.
Começou, por isso, a dar já o primeiro passo: ser candidato, de novo, a mais um mandato de 2 anos. Depois só precisa de ser candidato em 2008 a mais um outro mandato e... voilá!
Luis Vilar tem apenas um problema neste seu percurso. É que com a introdução de limitação de mandatos para 3 no interior do partido, Vilar só poderá fazer mais este mandato e depois terá de interromper.
Assim sendo, para Luis Vilar não sabemos se é um bom negócio.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

ALEGRE TEM MAIS VOTOS QUE VICTOR BAPTISTA E EM CONJUNTO COM VOTAÇÃO DE MÁRIO SOARES DÃO A VITÓRIA AO PS EM COIMBRA.

ALEGRE VENCE 13 DAS 31 FREGUESIAS. BAPTISTA VENCEU 5 NAS AUTÁRQUICAS PASSADAS.

Cavaco Silva também venceu em Coimbra, mas com uma diferença de pouco mais de oito por cento sobre Manuel Alegre.
Aliás, a votação no concelho foi das mais expressivas que Alegre alcançou no país (32,92%, com 25.790 votos), enquanto o novo Presidente da República, o primeiro de uma força política de direita na vida democrática portuguesa, atingiu 41,11% (32.206 votantes).
Soares convenceu apenas 10.340 eleitores (13,20%) e ficará, assim, associado à maior derrota alguma vez sofrida pelo Partido Socialista em Coimbra.
Somando os 32.92 de Alegre com os 13,20 de Soares temos um conjunto de 46,12% de votantes que votaram à esquerda, em socialistas.
Quer isto dizer que Carlos Encarnação e Pina Prata devem olhar para estes resultados com atenção e perspectivando o futuro.
Se o PS mudar, e para isso é imprescindível que mude muito, e escolher para honrar as suas bandeiras políticas pessoas com credibilidade, a Câmara de Coimbra voltará a ser socialista.
Os resultados presidenciais de Coimbra são um espelho para onde Baptista e Fausto devem passar a olhar de vez em quando e com preocupação. Eles são os dirigentes socialistas dos últimos 15 anos.
É bom não esquecer que Baptista foi um dos principais apoiantes de José Sócrates, ficando-lhe muito mal criticá-lo agora pela escolha presidencial que tomou, ele que foi dos primeiros presidentes federativos a enviar o "fax da ordem" a apoiar o candidato escolhido pelo PS.
É bom não esquecer que as decisões que tomou nas últimas autárquicas, enquanto presidente do PS, deixaram marcas negativas na sociedade civil, escolhendo e impondo candidaturas pouco credíveis e polémicas.
É bom afirmar, por último, que fica mal a Baptista pedir agora responsabilidades políticas ao secretário-geral, José Sócrates, destes resultados quando ele não as quis tirar quando teve a derrota mais humilhante de sempre nas autárquicas de 2005.



O QUE ENCARNAÇÃO E O PSD QUEREM É QUE O PS CONTINUE A FALAR PARA DENTRO.

Passaram as eleições presidenciais. Uma parte do PS apoiou Mário Soares. Outra parte apoiou Manuel Alegre. Muito já foi dito e escrito sobre a matéria. Cada um assumindo as suas opiniões e posições. Cada um evoluindo ou não nas suas tomadas de decisão.
A campanha foi animada e dura.
É evidente que, por muito que se diga o contrário, as tomadas de posição de alguns socialistas deixaram marcas e feridas no PS.
É evidente, também, que as atitudes que cada um entende tomar não podem, nem devem, ser apagadas. Elas foram tomadas de posição que não se podem esquecer e nem a capa de um partido tolerante serve para, no subconsciente de cada um, apagar o que foi esta campanha eleitoral.
Compreende-se que o Secretário-Geral, José Sócrates, não pretenda manter esse clima de permanente desconforto, por um lado dos apoiantes de Manuel Alegre e, por outro, dos apoiantes de Mário Soares.
O país está à espera de reformas estruturantes importantes e não pode, nem deve, ficar agarrado às ilusões de poesia ou de conflitualidade.
Enquanto o PS vive momentos de desconforto, o PSD vai andando e percorrendo o seu caminho, que só não é mais rápido porque constitui uma oposição fraquíssima.
Em Coimbra, enquanto os militantes procuram superar os seus conflitos interiores, Carlos Encarnação e Pina Prata vão destruindo a cidade e o concelho.
Aqueles que antes criticavam Manuel Machado por não conseguir atrair indústria de ponta que pudesse estar ligada à investigação da Universidade morrem agora pela boca.
Condeixa, Cantanhede e Montemor foram os concelhos escolhidos para albergar indústria de ponta em ligação estreita com a Universidade de Coimbra. Mas nenhuma dessa indústria quis ficar em Coimbra.
Então, em que ficamos senhores Presidente e Vice-Presidente da Câmara de Coimbra ?

terça-feira, janeiro 24, 2006

Outra vez !!!

Constâncio vai cumprir novo mandato.

Vítor Constâncio, actual governador do Banco de Portugal, aceitou o convite do Governo para cumprir mais um mandato à frente da instituição.

O anúncio foi feito, ontem, pelo ministro das Finanças.

Quanto mais incompetente melhor.

Decisões muito boas, muito boas ...

A última medida do governo PS constitui um escárnio para os milhares de idosos portugueses que vivem de pensões miséria.

O regulamento da nova prestação para idosos aprovado em 19 de Janeiro estabelece os valores que os filhos devem dar aos pais que vivem na pobreza. Diz-se ali que os filhos em situação "confortável" devem entregar aos pais pobres uma quantia mensal que vai de 17,5 a 35 euros.

Verifica-se assim que este governo:

1) julga ser necessário obrigar, através de regulamento, que os filhos ajudem os pais pobres;
2) desresponsabiliza-se das suas obrigações quanto à assistência aos idosos;
3) cumprimenta os idosos com o chapéu dos filhos;
4) considera que um auxílio extra de até 35 euros/mês resolveria algum problema;
5) obriga os "beneficiados" com tal auxílio a enfrentarem a burocracia se quiserem recebê-lo.

O jornal que isto anuncia classifica a medida como "um passo revolucionário na política social". Mas isto mais parece um tombo do que um passo. Um tombo mais grave do que aquele dado pelo sr. Sócrates no mês passado, quando esquiava na Suíça.

De referir que em Dezembro de 2005, o governo anunciou aumentos de pensões mínimas entre os 3% e os 9%, uma proposta rejeitada por ambas as centrais sindicais (CGTP e UGT). «Dois milhões de pensionistas vão, na realidade, ter aumentos entre 2,3% e 2,5%, ou seja, não vão ter aumentos porque os valores ficam ao nível da inflação», disse Joaquim Dionísio, da comissão executiva da CGTP.
«O Governo passa a mensagem de aumento de 9% das pensões, mas os pensionistas abrangidos por este aumento são poucos», referiu ainda.

CONGRESSO DISTRITAL DA JS JÁ ANIMA ROSINHAS. APRESENTAMOS OS PRÉ-CANDIDATOS.


UNS LUTAM PARA MANTER O LUGAR.
OUTROS LUTAM POR CONQUISTAR O LUGAR DO OUTRO.
Paulo Valério é estudante de direito e adjunto do Governador Civil de Coimbra, Henrique Fernandes. Muitos dizem que a pedido de Victor Baptista, pelo que se poderá dizer que ambos os candidatos à liderança da Juventude Socialista são próximos ao actual Presidente da Distrital da Rosa.
Porém, fontes próximas de Baptista afirmam que o ex-candidato derrotado à Câmara de Coimbra prefere Paulo Valério.
Na realidade, Paulo Valério é filho de um amigo de longa data de Baptista, José Valério, dono de uma imobiliária conhecida em Coimbra e sempre foi próximo do lider socialista. Apoiou-o desde a primeira hora, ao contrário de João Portugal, sendo por isso, para si, de maior confiança.
Paulo Valério tem contra si o facto de ainda não ter terminado a sua licenciatura, ao contrário de João Portugal e de ter, antes mesmo de a terminar, sido nomeado como adjunto do Governador Civil. Porém, isso faz parte da história da JS noutras situações e o desempenho de funções dirigentes na estrutura interna daquela estrutura política de juventude não tem qualquer relação com a carreira profissional paralela do seu titular.
O problema não está, portanto aqui, está depois na tendência que esses jovens têm de saltar dessas lideranças na JS para ocuparem cargos de responsabilidade sem qualquer experiência profissional e/ou académica prévia, de que António José Seguro é um exemplo.
Repetimos, portanto, o que dissemos na nota de João Portugal: " ... há muito tempo que a política, ao mais alto nível, não é desempenhada por esses, mas antes pelos outros, por aqueles que nascem, se formam e convivem diariamente com a fórmula mágica para lá chegar sem esforço: "controlar pessoas e valer votos internos num partido"...".
CURRICULUM DE PAULO VALÉRIO
1. estudante de direito;
2. candidato derrotado à liderança da concelhia da JS/Coimbra
3. adjunto do Governador Civil de Coimbra
NOTA: TUDO FICARIA RESOLVIDO SE A INDICAÇÃO DOS MAIS JOVENS PARA OS MAIS ALTOS CARGOS DA NAÇÃO PASSASSEM PELO CRIVO DA ANÁLISE RESPONSÁVEL DOS RESPECTIVOS CURRICULA POR ALGUM ÓRGÃO NACIONAL DESSE PARTIDO, CUMPRINDO AS ESCOLHAS REGRAS MUITO CLARAS E PRÉ-DEFINIDAS NESSE ÓRGÃO .
A PAR DESTAS MEDIDAS RELEMBRAR A IMPORTÂNCIA DA LIMITAÇÃO DE MANDATOS.SÓ ASSIM OS PORTUGUESES LENTAMENTE VOLTARÃO A ACREDITAR.

CONGRESSO DISTRITAL DA JS JÁ ANIMA ROSINHAS. APRESENTAMOS OS PRÉ-CANDIDATOS.





UNS LUTAM PARA MANTER O LUGAR.
OUTROS LUTAM POR CONQUISTAR O LUGAR DO OUTRO.
João Portugal é o Presidente da Distrital dos jovens socialistas e com tal conquista chegou ao parlamento nacional, onde se decide os destinos da Nação. Aparentemente, taL responsabilidade deveria estar reservada aos melhores de Portugal, aos que, pela sua sapiência, experiência e qualidades pessoais e profissionais estariam em condições de conduzir o país e ser exemplo.
Mas há muito tempo que a política, ao mais alto nível, não é desempenhada por esses, mas antes pelos outros, por aqueles que nascem, se formam e convivem diariamente com a fórmula mágica para lá chegar sem esforço: "controlar pessoas e valer votos internos num partido".
João Portugal foi apoiante de Teresa Alegre Portuagal, irmã de Manuel Alegre, mas não ficou no lado dos 20% muito tempo. Cedo se apressou a passar para o lado de Victor Baptista, mesmo sabendo que ele é um perdedor na sociedade civil. Isso não interessa nada. O que importa é que Baptista manda para os efeitos que interessam.

CURRICULUM DO JOVEM JOÃO PORTUGAL.

Cargos que desempenha
1. Deputado na X Legislatura
2. Presidente da Federação Distrital da Juventude Socialista de Coimbra;
3. Membro da Comissão Política Nacional do Partido Socialista;
4. Sócio-Gerente da Empresa-Fugida-Organização e Produção de Eventos Lda ( actividade profissional que não adveio da política ).

Cargos exercidos
1. Assessoria para a Juventude e Tempos Livres do Presidente da Câmara Municipal da Figueira da foz;
2. Secretário Nacional da Juventude Socialista;
3. Membro do secretariado e da Comissão Política de Federação do Partido Socialista de Coimbra;
4. Formador do Ensino Profissional ( actividade profissional que não adveio da política ).

NOTA: TUDO FICARIA RESOLVIDO SE A INDICAÇÃO DOS MAIS JOVENS PARA OS MAIS ALTOS CARGOS DA NAÇÃO PASSASSEM PELO CRIVO DA ANÁLISE RESPONSÁVEL DOS RESPECTIVOS CURRICULA POR ALGUM ÓRGÃO NACIONAL DESSE PARTIDO, CUMPRINDO AS ESCOLHAS REGRAS MUITO CLARAS E PRÉ-DEFINIDAS NESSE ÓRGÃO .
A PAR DESTAS MEDIDAS RELEMBRAR A IMPORTÂNCIA DA LIMITAÇÃO DE MANDATOS.
SÓ ASSIM OS PORTUGUESES LENTAMENTE VOLTARÃO A ACREDITAR.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Comentários que merecem o devido destaque...

Sobre as eleiçõesCavaco Silva, embora por uma diminuta margem (não chegou às seis décimas), conseguiu ser eleito, à primeira volta, Presidente da República.A sua demorada preparação (de anos!) para estas eleições e a sua cuidada e bem apoiada campanha, a que se associou, é inegável, a boa prestação eleitoral do candidato, deram a vitória, pela primeira vez, depois do 25 de Abril, a um representante da direita!São várias as razões que, quanto a nós, podem explicar tal êxito: 1ª - A esquerda não conseguiu apresentar-se unida ( o PS foi convidado a tal !);2ª – No próprio partido socialista houve divisão, com duas candidaturas, a de Mário Soares ( o escolhido pelo partido) e Manuel Alegre que, sentindo-se talvez injustiçado pelo seu partido de sempre, impulsionou aquilo a que chamou um movimento de cidadania, com a participação não só de socialistas, mas de pessoas de outras áreas políticas;3ª – As últimas medidas do governo, embora necessárias, foram impopulares e contrárias até às promessas do respectivo programa, criando-se um descontentamento quase generalizado, sendo certo que a grave crise permanece ainda;4ª – Cavaco silva não se cansou de repetir que poderia, como Presidente da República, ajudar a resolver tal crise;5ª – Cavaco Silva é Economista e Professor e até essa sua qualificação teria tido influência na sua escolha por parte do eleitorado.6ª - Acresce que, com sinceridade ou não, ele sempre prometeu garantir a estabilidade política, a boa colaboração com o actual legítimo governo;7ª – Nos seus discursos, mostrou-se como um autêntico social-democrata, defensor do diálogo para prevenir e resolver conflitos sociais, da justiça social, da economia ao serviço do social, da preservação dos sectores estratégicos da economia nacional, do combate ao desemprego e à pobreza e exclusão, do desenvolvimento e competitividade, etc;8ª – Enfim, Cavaco Silva não teve relutância em usar uma linguagem de esquerda, chegando a afirmar numa entrevista ainda recente que, hoje, era um homem diferente que tinha, de certa maneira, evoluído;9ª – Para além disto tudo deve ainda considerar-se que Manuel Alegre, segundo classificado na corrida eleitoral, não teve apoios partidários, trabalhou sozinho e “ sem rede”, apenas a ele e aos que o acompanharam nesta aventura política se ficou a dever o mérito da posição alcançada;10ª – A Mário Soares faltou ( e notou-se muito) um maior empenhamento do PS, confiando-se demais no valor da sua personalidade e do seu justo prestígio. Ele fez o possível e quase o impossível, foi muito generoso na sua acção eleitoral, foi acarinhado por onde andou, revelando, para ultrapassar o estafado argumento da sua idade todas as suas capacidades físicas e intelectuais, toda a sua experiência política. Mas, não chegou!A idade é, na verdade, para alguns um posto, para outros é um “ contra”!Custa ver um dos mais notáveis políticos portugueses sair de cena desta maneira pois a gratidão que merece de todos os portugueses não lhe foi devidamente manifestada, na hora da verdade, pelo voto!De tudo isto, é legítimo concluir que alguma esquerda tem culpas, e grandes, em facilitar a vitória, embora sofrida, de Cavaco Silva, que, diga-se, não só colheu os votos da direita, do centro direita, mas também do centro esquerda e até de franjas da esquerda!Em todos os distritos a vitória foi dele e a vitória não foi mais folgada porque Manuel Alegre teve maior percentagem do que se contava.Mas, agora, pergunta-se: o que acontecerá no partido socialista em relação à posição tomada por Alegre? Pertencendo a esse partido, é aceitável que alguém crie um movimento cívico, chamado de cidadania, combatendo o próprio candidato escolhido para representar tal partido?É evidente que a democracia não se esgota nos partidos, podendo quem a tal se disponha a fazer política e a concorrer a eleições através de meros movimentos cívicos.Só que, quer-nos parecer, se já se tem uma filiação partidária não será curial que, paralelamente, se resolva a liderar um movimento para, no jogo eleitoral rivalizar com o seu partido!Mas, claro, tudo o que aqui se escreve é somente uma opinião pessoal.Para finalizar: o povo é, sem dúvida, quem mais ordena e, por isso, as suas opções são legítimas.Daí se tenham, agora, os olhos postos no novo Presidente da República e no desempenho que vier a fazer das suas altas funções
Luis Melo Biscaia

BOM DIA...

"O grande perigo que corremos, iludindo os outros, é que acabamos por nos iludirmos..."

Autor: Duse, Eléonore

domingo, janeiro 22, 2006

AO PORTA-AVIÕES

O Politicaehouse não é nenhum jornal online, não é nem pretende ser um meio de comunicação social. Pretende ser, como bem sublinharam os nossos vizinhos do Porta-Aviões " ... UM ESPAÇO DE REFLEXÃO NECESSARIAMENTE INCÓMODO E NECESSARIAMENTE PARCIAL, PELA SIMPLES RAZÃO DE QUE REFLECTIRÁ SEMPRE A OPINIÃO DAS PESSOAS QUE O CONSTITUEM. MAS COMO TAMBÉM É UM BLOGUE DEMOCRÁTICO, AO CONTRÁRIO DE OUTROS, ADMITE O COMENTÁRIO ONDE TODOS PODERÃO LIVREMENTE DIZER DE SUA JUSTIÇA. É UM BLOGUE INTELECTUALMENTE HONESTO. JOGARÁ APENAS COM A ARMA DO ARGUMENTO JUSTO E LIMPO...".
É isso que temos feito e continuaremos a fazer. Os seja, damos a nossa opinião, necessariamente parcial porque reflectirá sempre a opinião das pessoas que o constituem.
Quanto ao facto de termos emitido uma opinião em dia de reflexão, fizemo-lo como o faríamos estando a uma mesa de café.
Vem ao nosso blogue quem quer, visita as nossas opiniões quem digita o nosso endereço.
Não recebemos lições de ética democrática de ninguém, como não damos lições de ética democrática a ninguém.

PORTUGAL ELEGEU CAVACO SILVA O PRIMEIRO PRESIDENTE DE DIREITA.


Cavaco Silva foi eleito, à tangente, Presidente da República Portuguesa.
Parabéns para o novo Presidente da República, desejando o Politicaehouse que exerça o seu mandato com sentido de Estado e extrema responsabilidade, até porque ele sabe que foi eleito, também, com os votos do centro de esquerda que não se reviram, nem em Mário Soaes, nem em Manuel Alegre. Os nossos votos de felicidades.
Manuel Alegre beneficia, para uns oportunisticamente, para outros inteligentemente, do voto dos descontentes com as medidas do Governo de um conjunto de classes sócio-profissionais; dos professores aos magistrados, dos polícias aos militares, dos médicos aos farmaceuticos, dos demais funcionários públicos aos que mais ganham em Portugal.
O facto é que Manuel Alegre espreitou essa brecha, analisou as suas possibilidades, que seriam as de qualquer outro deputado mais mediático que se colocasse sistematicamente na posição fácil e confortável de ser SEMPRE contra-poder, mas indisponibilizando-se, igualmente sempre, para ajudar o executivo, ou fazendo parte de um executivo, a fazer coisas para melhorar a vida dos portugueses.
É curioso que Alegre fez de toda a sua vida política uma vida de contra-poder, de contra-sistema. Porém, ele fez e faz parte desse sistema que tanto critica e que beneficiou mais do que qualquer outro. Foi deputado desde 1974, sendo várias vezes imposto pelos sucessivos secretários-gerais, nomeadamente Mário Soares, às estruturas de base do PS por onde Alegre foi sendo cabeça de lista ( em especial depois de ter sido recusado pelos militantes de base do PS-Coimbra ). O que é isto senão estar dentro do tal sistema de que Algre tanto mal fala e que tantas vezes o beneficiou ?
Mário Soares é sem dúvida o único grande Estadista vivo em Portugal.
Ao contrário do que passou na comunicação social, foi escohido pelo PS porque o PS sabia que Manuel Alegre não teria nunca as bases a trabalhar para si. É uma figura snob e arrogante que muitos conhecem bem. Jamais mobilizaria o PS. Mobilizou os portugueses porque não o conhecem, por um lado, porque a poesia encanta os artistas, porque aproveitou de forma repugnante os efeitos das medidas difíceis do Governo, colocando-se à margem de um partido que lhe deu o pão e a boa vida nos últimos 30 anos e para onde, agora, quer regressar.
Soares aceitou, quando já nada a política lhe poderia dar, candidatar-se. Foi igual a si mesmo. Nunca se colocou à margem das medidas dificeis do Governo e até concordou com várias, assumindo o risco de isso lhe retirar votos. É um grande político que deixará saudades na vida política activa portuguesa, com todos os seus defeitos, naturalmente.
Un grand senheur. Un grand politique.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

SOARES É FIXE !







Mário Soares nasceu em Lisboa, a 7 de Dezembro de 1924.
As acções políticas que encetou contra o Estado Novo desde os tempos de estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tiveram como consequência ter sido preso 13 vezes pela PIDE (polícia política) e ainda ter sofrido, em 1968, uma deportação para São Tomé.
Concluiu, em 1951, a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas iniciando, na mesma Universidade, o Curso de Direito, tendo-o concluído em 1957.
Como advogado, defendeu, em tribunais plenários, inúmeros opositores ao regime. Devido às constantes perseguições que a polícia política lhe fazia, viu-se obrigado, em 1971, a refugiar-se em Paris.
Ao contrário dos boatos, nunca lá viveu em nnhum palácio,muito antes pelo contrário, tendo dado aulas na Sourbonne para poder sobreviver.
Foi um dos fundadores, em 1973, do Partido Socialista, do qual foi o primeiro secretário-geral.
Opôs-se à tentativa de um sector de militares sublevados que pretendiam conduzir progressivamente o país para um regime de extrema esquerda. Demitiu-se do cargo em Março de 1975, passando a ocupar um ministério sem pasta. Volvidos dois meses, demitiu-se, igualmente, deste cargo. Foi primeiro-ministro de 1976 a 1978 e de 1983 à 1985.
Negociou, de 1977 a 1985, com pleno sucesso, a entrada de Portugal na Comunidade Europeia (actual União Europeia).
Foi presidente da República dois mandatos sucessivos, de 1986 a 1996, tendo iniciado as chamadas presidências abertas, durante as quais percorreu muitas regiões do país, auscultando directamente as aspirações e as reclamações populares, dando assim início a uma nova postura presidencial.
Desempenhou, posteriormente, as funções de eurodeputado no Parlamento Europeu.
Actualmente, tem-se dedicado à escrita, à coordenação da Fundação a que deu o seu nome e à intervenção em inúmeros congressos e debates. Apresentou, recentemente, a sua candidatura a um novo mandato como Presidente da República.

Para Desanuviar um pouco...que a Tormenta aproxima-se...

Empresário: Bom dia Sr. Dr., há quanto tempo??!!!
Ministro: Olha, olha, está tudo bem?!
Empresário: Epá, mais ou menos, tenho o meu filho desempregado tu é que eras homem para me desenrascar o miúdo
Ministro: E que habilitacões ele tem?!
Empresário: Tem o 12 completo
Ministro: O que que ele sabe fazer?!
Empresário: Nada, sabe ir para a Discoteca e deitar-se às tantas da manhã
Ministro: Posso arranjar-lhe um lugar como Assessor, fica a ganhar cerca de 4000, agrada-te?!Empresário: Isso é muito dinheiro, com a cabeça que ele tem era uma desgraça não arranjas algo com um ordenado mais baixo?!
Ministro: Sim, um lugar de Secretario já se ganha 3000
Empresário: Ainda é muito dinheiro, não tens nada volta dos 600/700???
Ministro: Epá, isso não, para esse ordenado tem de ser Licenciado, falar Inglês e dominar Informática!!!

quinta-feira, janeiro 19, 2006

AS SONDAGENS.


É engraçado.
As sondagens são renegadas por alguns, quando lhes são desfavoráveis. São aceites quando favoráveise e depois querem convencer o povo de que elas são verdadeiras.
Alguns políticos usaram e usam as sondagens para orientação própria e pessoal, como forma de gerir, também, as partes mais negativas das suas campanhas. Depois seguiu-se um tempo em que elas passaram, literalmente, a ser peças de campanha eleitoral, de uns e de outros ( aqui são rigorosamente iguais ).
Hoje, são, sobretudo, peças de campanha de candidaturas, claro, mas também formas de alguns órgãos de comunicação social levarem no andor alguns candidatos.
Por isso, importa usar a estratégia de apenas pensar pela minha cabeça, não atribuindo às sondagens qualquer papel relevante, a não ser que fossem pedidas por mim.
Por último, acho piada que Manuel Alegre aceite as sondagens que o colocam em segundo lugar,mas enjeite as que o colocam em terceiro.
Bom exemplo de democracia
.
No dia 22de Janeiro veremos quem sempre esteve melhor colocado para destronar a direita e quem foi o responsável pelas dificuldades sentidas pela esquerda.

terça-feira, janeiro 17, 2006

DIVULGAÇÂO - Ao serviço da cidadania.


Carta-aberta ao Primeiro-Ministro
Artigo do Dr. Luís Canavarro*
Senhor Primeiro-Ministro Excelência Escrevo na qualidade de médico das carreiras hospitalares e faço-o numa publicação profissional por julgar que o assunto é do interesse de todos os meus colegas. Dirijo-me ao Estado, entidade abstracta, meu empregador, que V.ª Ex.ª, por força das últimas eleições, legítima e indiscutivelmente representa. E, desde já, asseguro que não me move qualquer intuito político.
Debalde poderá V.ª Ex.ª buscar qualquer filiação partidária, que não tenho, nunca tive e julgo nunca terei. Tampouco achará V.ª Ex.ª no meu curriculum atitudes de reivindicação, de reclamação ou de contestação, fora do mais estrito âmbito laboral.
Esta carta é tão-somente um pedido de decência nas relações de trabalho com a minha entidade patronal, ditada pelo frustrar do que cuidava serem as mais legítimas expectativas.
Quando há mais de um quarto de século aceitei começar a trabalhar para o Estado, fi-lo na convicção de que era uma entidade recta e íntegra ou, como em linguagem vulgar se diz, uma pessoa de bem. Não o é, como ao longo dos anos vim constatando: O Estado é um gestor ruinoso do bem comum, que todos pagamos.
As contas públicas não deixam margem para dúvidas. O Estado é caloteiro, paga pouco, tarde e mal mas, reciprocamente, é o mais temível dos credores. Basta ver como nega o princípio da compensação. O Estado é iníquo e corrupto. Confirme-se, a cada nova ronda de eleições, o baile de apaniguados a ocupar furiosamente os lugares públicos, sem concurso, sem justificação e, pior que tudo, sem competência. De tal situação, deu V.ª Ex.ª o mais despudorado exemplo.
O Estado denega a Justiça. Ao recusar criar condições para uma laboração rápida e exemplar dos tribunais, ao legislar diplomas dúbios, efémeros, se não contraditórios, perpetua-se o primado do acordo de circunstância ou do acto administrativo sobre o que devia ser Justiça, límpida e rigorosa. Mas, ainda que tenha criado do Estado uma tão má imagem, nunca julguei que se pudesse chegar a violar princípios fundamentais do Direito, como o da não retroactividade das leis. Princípios que fazem parte dos direitos, liberdades e garantias universais de cujo reconhecimento Portugal é signatário. Ao que parece pouco convicto. Declarou V.ª Ex.ª publicamente a suspensão da progressão nas carreiras e o aumento da idade da reforma.
A menos que se trate de mais uma afirmação para não cumprir, a que V.ª Ex.ª nos vai habituando, tal representa, pura e simplesmente, legislar com efeitos retroactivos à data de início do contrato de trabalho - 26 anos, no meu caso. Ora, quando me vinculei à Função Pública, foi-me asseverado que teria o meu direito à reforma aos 60 anos e à progressão na carreira conforme prevista nos regulamentos aplicáveis. Os descontos a que fui sujeito ao longo destes anos a favor da segurança social não são mais um imposto, mas sim uma quantia que é minha e que confiei ao Estado para que a guardasse, investisse e finalmente provesse à minha reforma, segundo os termos acordados. Nas recentes medidas económicas de excepção, sacrificou V.ª Ex.ª, uma vez mais, aqueles que pagam, sempre o fizeram e assim continuam. Quanto à oligarquia de riqueza ostensiva, na qual se inclui a classe política, continua arrogante, impune... e não tributada.
No outro extremo, marginais que nunca trabalharam são encorajados a jamais o fazerem, mediante subsídios da Segurança Social, numa pedagogia leviana e suicidária, conquanto que eleitoralmente muito rentável. Não sendo político não necessito de ser politicamente correcto. V.ª Ex.ª sabe, por demais, a quem maioritariamente são entregues os subsídios da Segurança Social: àqueles grupos étnicos que, justamente, perfazem o grosso da nossa população prisional. Assim, in limine, o subsídio é, na realidade, um suborno pago aos marginais para os manter controlados. Dada a maneira como V.ª Ex.ª trata as polícias e a magistratura faz todo o sentido. É mesmo muito inteligente e pragmático. Não sei é se será ético mas, olhando em redor, essa é uma palavra em desuso.
Ora o certo é que a Segurança Social não vive das contribuições dos políticos, - reformados ao fim de oito exaustivos anos de trabalho. Vive das nossas. E V.ª Ex.ª, ao alterar, de forma unilateral e, repito, retroactiva, o contrato que me ligava ao Estado, denunciou esse contrato. V.ª Ex.ª decerto concordará que, se não fosse o Estado mas uma pessoa individual a praticar estes actos, tal teria um nome pejorativo e uma sanção penal. Assim como se se tratasse de uma empresa ou qualquer outra entidade patronal haveria, indiscutivelmente, lugar a uma indemnização por quebra de contrato. Pelo que, reportando-me aos princípios de equidade que seria suposto regerem o país, peço em meu nome, e dos médicos das carreiras públicas, igualdade de tratamento com os senhores deputados da nação, naquilo que V.ª Ex.ª muito bem definiu como «justas expectativas».
Respeitosamente. Coimbra, 28 de Junho de 2005
* Assistente Hospitalar Graduado de Psiquiatria nos HUC

segunda-feira, janeiro 16, 2006

A MEMÓRIA É O PÃO PARA A BOCA EM DEMOCRACIA.

Os militantes partidários fazem as suas escolhas, dependendo da proximidade que têm ao poder e não ao puro exercício de uma reflexão sobre o que será melhor para Portugal.
O PSD, que entretanto tanto criticou Santana Lopes e que tanta vergonha sentiu por tê-lo como Primeiro-Ministro de Portugal, sobretudo os Cavaquistas, quando se colocou o problema de saber se preferiam ir a votos e devolver a decisão do poder aos portugueses ou aguentar no poleiro, com Santana, preferiram Santana e o poleiro.
Hoje, preferem Cavaco, depois de o terem recusado odiado por ele ter negado os sociais-democratas e por ele ter mandado retirar a sua figura dos cartazes de campanha do PSD nas legislativas de 2005, depois de tudo ter feito para destruir o Governo de coligação PSD/CDS-PP.
Não tardará o tempo em que, se Cavaco não se portar bem, o voltem a renegar.
Os militantes dos partidos em geral transformaram-se nisto. São, sobretudo, com honrosas e corajosas excepções, amantes de quem está no poder, esquecendo-se que quem hoje não está no poder, um dia poderá vir a estar!

MANUEL ALEGRE - O SENHOR MONARCA

O TESTEMUNHO.
O Dr. que nunca foi.
Privei com Manuel Alegre na Assembleia da República, há alguns anos atrás, não como colega, mas no desempenho das minhas funções de jornalista. Sei de quem falo.
Alegre é um aristocrata, tradicionalista, snob, arrogante e hedonista. É o EU que impera na sua vida! Sempre foi.
Alegre gosta de se ouvir e tem a sorte de ter uma bonita voz, mas é só isso. Não tem hábitos de trabalho, nunca trabalhou, aliás, tem das mulheres um conceito machista e considera ser o melhor do mundo. Esteve à frente em guerras importantes no PS, como a da co-incineração porque sabia que isso lhe dava palco, holofotes, luzes e TV. Ele é um homem de palco, onde cultiva a sua elevada auto-estima. Sempre esteve contra o sistema e contra tudo o que fosse difícil, sempre esteve onde estava a vox populi que causava admiração. Ele sabia que só isso lhe daria palco fácil. Ter as luzes sobre si por FAZER, CONSTRUIR coisas difíceis é mais complicado e menos apetecível para um aristocrata que gosta do ouro, da beleza dos salões, da caça e da pesca. Além do mais ele não saberia como fazê-lo. Nunca soube. Optou pelo caminho do " eu nunca me calo". Foi mais fácil, mas também é um caminho pouco honorífico e honroso. Prefiro as luzes que se abatem sobre os que optam por ajudar a construir coisas em Portugal, "metendo a mão na massa", tomando decisões impopulares, mas úteis ao país. Esse não é, definitivamente, Manuel Alegre.
Lanço um desafio: alguém consegue ver Manuel Alegre à frente de uma pasta? À frente de uma Câmara Municipal, a fazer coisas ?
Alegre é um oportunista que nunca olhou a meios para se auto-promover. Fala dos instalados da política, mas o que é ele senão um instalado desde 1974? Porque não começa ele a dar o exemplo e dá o seu lugar a um jovem?
Por último, mas não menos importante, o que se pode pensar de um homem que nunca terminou a licenciatura em direito e deixa que o tratei por um título que não possui ? Eu, na Assembleia, nunca o tratei por dr. porque não o é, apesar de saber que ele não gostava do Sr., é isso que é. Senhor Manuel Alegre.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

MANUEL ALEGRE INCOERENTE.

APENAS UMA OPINIÃO PESSOAL.


Manuel Alegre deve, de uma vez por todas aprender o verdadeiro significado da palavra coerência e trabalho. Sempre foi dos que se colocou na posição fácil de ser a dita "consciência crítica" da esquerda, criticando, fazendo barulho e sobretudo colocando, aí inteligentemente, a sua imagem na imprensa com o conhecido " nunca me calo".

O facto é que até José Sócrates decidir sobre as presidenciais ele, Alegre, esteve calado com as medidas difíceis, apoiou-as no parlamento e não apontou o dedo à forma como muitos candidato foram escolhidos para as Câmaras, optando por falar e criticá-las nos corredores da Assembleia, quando lá ia, nem fez ouvir a sua voz contra as escolhas socialistas de Jorge Coelho, para não se incompatibilizar com o secretário-geral. Claro! Compreende-se: não queria que nada colocasse em causa o secretário-geral, pois na verdade sempre achou ser ele ( Alegra ) o eleito para as presidenciais.
O facto é que não foi. E tudo mudou no seu comportamento.
Manuel Alegre sempre viveu comodamente da política e do PS.

Desde 1974 que nunca mais saiu do parlamento, com a excepção de uma secretaria de estado da comunicação social, lugar que detestou e onde teve um péssimo desempenho. Assim é fácil contestar, em especial porque também ele nunca se disponibilizou para fazer mais e melhor.
Nunca quis meter aos mãos na massa. Preferiu o conforto do parlamento à chatice de ter de fazer algo, sofrendo depois com as consequências de se não estar de acordo e ter de se FAZER. Acontece a todos os que fazem.
Preferiu, em suma, o conforto do motorista do parlamento, a caça e a pesca. São opções. Mas Alegre nunca me enganou.

Que me perdoem os meus amigos deste blogue que até nutrem simpatia pelo poeta.

Silogismos imperfeitos


O silogismo é uma forma de raciocínio dedutiva.
Na sua forma padronizada éconstituído por três proposições: As duas primeiras denominam-se premissase a terceira conclusão.
Como eu adorava estas coisas de raciocínios lógicos…
Ora, vamos lá ver se ainda me lembro como funciona esta coisa das deduções:
- Quem comprar acções de uma empresa cotada em bolsa torna-se accionistadessa empresa.
- A Iberdrola comprou acções da EDP.
- A Iberdrola tornou-se accionista da EDP.
- Os ministros da Economia têm acesso a informações e contactosprivilegiados.
- Pina Moura foi ministro da Economia.
- Pina Moura teve acesso a informações e contactos privilegiados.
- Para conquistar mercado, a Iberdrola teria de contratar uma pessoadetentora de informações e contactos privilegiados.
- Pina Moura ainda é detentor de informações e contactos privilegiados.
- A Iberdrola contratou Pina Moura.
- A EDP e a Iberdrola são duas empresas do mesmo sector, o energético.
- Duas empresas do mesmo sector são concorrentes directas.
- A EDP e a Iberdrola são, portanto, concorrentes directas.
- Nas reuniões, as empresas definem as estratégias para enfrentar aconcorrência.
- A Iberdrola terá assento nas reuniões da EDP.
- A Iberdrola participará na definição da estratégia da EDP para enfrentara concorrência (a Iberdrola poderá apresentar sugestões para se enfrentar asi mesma).
- A concorrência não pode ter acesso a informações confidenciais de umaempresa.
- A Iberdrola é concorrente da EDP.
- A Iberdrola não pode ter acesso a informações confidenciais da EDP (não,está visto que pode… devo estar destreinado nisto).
(...)
Fonte: Corre nos email's por essa internet fora.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Onde fica a crise?

Na terra em que o Primeiro Ministro faz férias de alto risco e de custos elevados são pedidos sacrifícios aos seus súbditos...

"De acordo com O Correio da Manhã, Maria Monteiro, filha do antigo ministro António Monteiro e que actualmente ocupa o cargo de adjunta do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros vai para a embaixada portuguesa em Londres.

Para que a mudança fosse possível, José Sócrates e o ministro das Finanças descongelaram a título excepcional uma contratação de pessoal especializado.

Contactado pelo jornal, o porta-voz Carneiro Jacinto explicou que a contratação de Maria Monteiro já tinha sido decidida antes do anúncio da redução para metade dos conselheiros e adidos das embaixadas.

As medidas de contenção avançadas pelo actual governo, nomeadamente o congelamento das progressões na função pública, começam a dar frutos.

Os sacrifícios pedidos aos portugueses permitem assegurar a carreira desta jovem de 28 anos que, apesar da idade, já conseguiu, por mérito próprio e com uma carreira construída a pulso, atingir um nível de rendimento mensal superior a 9000 euros.

É desta forma que se cala a boca a muita gente que não acredita nas potencialidades do nosso país, os zangados da vida que só sabem criticar a juventude, ponham os olhos nesta miúda.

A título de curiosidade, o salário mensal da nossa nova adida de imprensa da embaixada de Londres daria para pagar as progressões de 193 técnicos superiores de 2ª classe, de 290 Técnicos de 2ª classe ou de 290 Assistentes Administrativos.

O mesmo salário daria para pagar os salários de, respectivamente, 7, 10 e 14 jovens como a Maria, das categorias acima mencionadas, que poderiam muito bem despedir-se, por força de imperativos orçamentais.

Estes jovens sem berço, que ao contrário da Maria tiveram que submeter-se a concurso, também ao contrário da Maria já estão habituados a ganhar pouco e devem habituar-se a ser competitivos.

Também a título de exemplo, seriam necessários os descontos de IRS de 92 portugueses com um salário de 500 Euros a descontar à taxa de 20%.

Melhor só mesmo, mas mesmo, mesmo: Vítor Constâncio, o governador do BANCO DE PORTUGAL ganha 272.628 € por ano. Mais do que Alan Greenspan, o presidente da Reserva Federal dos EUA.

Porém, os outros membros do Conselho de administração do BP também têm ordenados chorudos:
O Vice-governador, António Pereira Marta € 244.174,00/ano (A que acresce a Reforma do próprio BP!)
O Vice-governador, José Martins de Matos € 237.198,00/ano
José Silveira Godinho € 273.700,00/ano (Mais uma pensão do BP, de € 139.550,00/ano), total: € 413.250,00/ano
Vítor Rodrigues Pessoa – € 276.983,00/ano (Mais uma reforma adicional de €39.101,00€/ano), total: € 316.084,00/ano
Manuel Ramos Sebastião apenas: € 227.233,00/ano

Ao todo, para estes sete portugueses, pelo menos, o Estado português desembolsa € 1.657.916,00/ano.

Assim se cumpre Abril em Portugal!!!

terça-feira, janeiro 10, 2006

A Figueira da Foz no Jornal PÚBLICO

Duas semanas depois de ter sido afastado da vice-presidência da Câmara da Figueira da Foz, Paulo Pereira Coelho revela que não quis integrar a lista do PSD. Admite que já teve a ambição de ser presidente da câmara, mas garante que essa vontade não o "move" actualmente.


Há quatro meses, Paulo Pereira Coelho foi eleito vereador da Câmara da Figueira da Foz e assumiu a vice-presidência no executivo da maioria social-democrata. Alegando divergências quanto à gestão da autarquia, colocou o seu lugar à disposição de Duarte Silva, que o afastou por "quebra de confiança política".As divergências que mantém com Duarte Silva significam que pretende vir a gerir a Câmara da Figueira da Foz?Não é isso que me move neste momento, mas se as pessoas não acreditam, não posso fazer nada. A verdade é esta: há quatro anos, após a saída de Santana Lopes, tive a intenção de ser presidente da Câmara da Figueira da Foz. Fiz, até, várias diligências nesse sentido. Podia ter forçado a candidatura, porque era presidente da distrital [do PSD de Coimbra], mas verifiquei que não reunia o consenso junto das esferas directivas do próprio partido e que havia quem achasse, incluindo o próprio dr. Santana Lopes, que o eng. Duarte Silva era o candidato mais indicado. Por isso entendi pôr o interesse colectivo acima da minha ambição. Depois constato que as coisas não estão bem na câmara, mas isso não pode dar o direito a ninguém de pensar que tenho alguma intenção pessoal sobre o futuro da Câmara da Figueira da Foz. Eu prezo-me por ser uma pessoa minimamente inteligente e, se quer que lhe diga, pelo andar da carruagem, não há nenhum protagonista do PSD que tenha condições para ganhar a autarquia daqui a quatro anos. Hoje, muita gente está preocupada com quem é que se vai candidatar à câmara, mas lembro-me do tempo em que fazia os convites e ninguém aceitava. Convidei o eng. Duarte Silva três/quatro vezes, antes e no próprio ano em que Santana Lopes viria a candidatar-se. A verdade é que, antes de Santana Lopes, a derrota era mais do que certa.
Se teve vontade de ser presidente de câmara, e se se foi apercebendo de uma gestão com a qual não se identificava, porque integrou a lista de Duarte Silva?Após a saída de Santana Lopes, o eng. Duarte Silva teve total liberdade para fazer a sua equipa e entendeu que era importante que eu participasse. Obviamente, não podia dizer que não, até para não subsistir a ideia que tinha ficado beliscado por não ser eu o candidato do PSD. Depois, houve vicissitudes que me levaram a estar na câmara apenas seis meses. Questões de saúde e, depois do PSD chegar ao poder, outras funções na CCDR e no Governo. Relativamente às eleições de 2005, a verdade é que não quis integrar a lista do eng. Duarte Silva, por considerar que a solução que estava a ser gizada para a Figueira não era a mais adequada. No entanto, a direcção do partido, quer ao nível distrital, quer ao nível concelhio, entendeu que eu devia participar. Tenho uma carta do partido a pedir-me expressamente para pertencer a esta lista e a verdade é que eu não podia negar um pedido tão vincado. No entanto, fiz questão de realçar que a minha postura dentro do executivo não seria a mesma, caso o rumo político da autarquia não mudasse. E, de facto, a realidade é tão má que posso dizer que ainda bem que avisei a quem tinha de avisar.Mas a situação financeira da autarquia não resulta tanto da gestão de Santana Lopes como da de Duarte Silva?No tempo de Santana Lopes, a Figueira deu um salto qualitativo muito grande. A sua passagem deu uma visibilidade à Figueira da Foz que é inestimável. Agora houve, talvez, um volume de investimento desadequado, que não foi ao encontro das prioridades do concelho. Era mais necessário um centro de congressos do que um Centro de Artes e Espectáculos (CAE). O CAE não serve os desígnios da Figueira da Foz e é um equipamento devorador de centenas de milhares de euros por ano. Se calhar, o eng. Duarte Silva é vítima disso e está a pagar a conta, como se diz. Só que isso não pode ser desculpa. Hoje, a leitura dos números diz-nos que uma boa parte da responsabilidade pela situação actual foi da gestão dos últimos quatro anos. Não vale a pena diabolizar o dr. Santana Lopes. "

Considera então que Duarte Silva foi uma má escolha para a Figueira da Foz?O eng. Duarte Silva é uma óptima pessoa, tem conhecimentos e, como se costuma dizer, "tem mundo". É importante ter uma pessoa com o seu perfil à frente da câmara, com capacidade de interferir noutras esferas de poder. Mas, ao nível de gestão corrente, a situação é diferente. Parece-me que o eng. Duarte Silva não tem nem a urgência nem a equipa para levar a cabo os desafios que se põem nesse âmbito à autarquia. Como será a sua postura daqui para frente no seio do executivo camarário? Tudo o que contribuir, no meu entendimento, para o bem da Figueira da Foz terá o meu apoio. Desse ponto de vista, o eng. Duarte Silva poderá contar com toda a solidariedade e apoio. Agora, também não cedo a pressões. Face ao actual estado da câmara, ninguém me vai ver a votar políticas despesistas, quando temos o défice astronómico e a dívida que temos. O ex-vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz considera que os resultados das eleições autárquicas de 2005 "não foram nada lisonjeiros para o PSD" e que o PS "não subiu por culpa própria". "Só quem não quiser ler os números é que não vê que o PSD baixou e que há um descontentamento claro. E só não baixámos muito mais porque as condições políticas nacionais e locais permitiram que mesmo assim pudéssemos manter uma certa distância relativamente ao PS. Obviamente, num outro enquadramento não resistiríamos. "Felizmente, o PS não capitalizou esse descontentamento", avalia.

Assim vai o Distrito...

MARQUES MENDES E RIBEIRO E CASTRO EXIGEM A CAVACO UMA APARIÇÃO.

Os partidos da direita que apoiam e lançaram Cavaco Silva, mas cujo candidato procura esconder, exigiram a Cavaco uma aparição pelo menos.
Afinal, um resultado potencialmente favorável a Cavco Silva não poderia ser aproveitado politicamente por Marques Mendes e Ribeiro e Castro se a tendência para o isolamento e pretenso apartidarismo de Cavco se mantivesse.
Agora só falta mais uma pedra deste tipo no percurso curto de 15 dias e talvez algum grupo económico forte obrigue cavaco a alguma declaração que o denuncie, também, quanto a financiamentos da sua campanha.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

BEM PREGA FREI CAVACO !


Cavaco, entusiasmado com as palmadas populares nas costas ( as mesmas que dele disseram o que ele nunca esperou ouvir dos porugueses em 1996 ) afirma que vai estar atento às clientelas políticas, às nomeações por amizade e por fidelidades partidárias ( coisas que ele, enquanto Primeiro-Ministro, se fartou de fazer ) .
Quem ouvia Cavaco Silva dizer isto e não conhecesse o passado do social democrata poderia apenas dizer : "mais um a prometer o mesmo que todos os outros".
Mas a verdade é ainda mais perplexa: Cavaco foi Primeiro-Ministro durante 12 longos anos e saiu pela porta pequena numa altura que não conseguia aguentar mais os escandalos que semanalmente assombravam os seus últimos governos com nomeações medíocres, escandalos de usurpação de poder e nomeações de clientelas puramente sociais democratas, feitas por muitos dos seus ministros .
Por tudo isto, é muito bizarro que, não tendo conseguido suster o desmoronamento da sua casa em matéria de manutenção de clientelas e nomeações de incapazes,venha agora armar-se em paladino da pureza e da transparência que nunca conseguiu nos seus governos, muito antes pelo contrário!

domingo, janeiro 08, 2006

OBRIGADO DR. CAVACO.

Obrigado, Dr. Cavaco.
Depois do comovente abraço desta tarde entre Cavaco Silva e Alberto João Jardim, só faltam mesmo mais uns desviozitos a Leiria e a Bruxelas para borrar ainda mais a pintura. Não vale a pena gastar muito latim - em desespero Cavaco recorre ao que de mais rasca e menos recomendável tem o populismo. Poderá ter ganho um ou outro voto na Madeira e Leiria mas contribuiu irremediavel e inapelavelmente para o descrédito dos políticos e das instituições à escala nacional, ponto. Quem não gosta de Soares ponderá votar Cavaco, mas estará também a votar em Alberto João Jardim, Isabel Damasceno e em tudo o que eles representam.
Obrigado, Dr. Cavaco.

Assim se responde a quem não compreende que os políticos, TODOS SEM EXCEPÇÃO, têm telhados de vidro, são hipócritas e se preciso for têm TODOS as doses de cinismo necessárias para engolir sapos, em nome dos tradicionais votos !

CAVACO LANÇA O "PAPÃO" NO DISCURSO COM MEDO DA SEGUNDA VOLTA.


Cavaco ao seu estilo pouco respeitador da Democracia, veio introduzir o conhecido e déjà vu "papão".
É lamentável mas define o personagem.

O argumento de que Portugal teve muitos actos eleitorais e que é importante que tudo fique decidido já, à 1.ª Volta, representa um brutal desrespeito pela essência da Democracia e demonstra o desconforto com as sucessivas descidas de Cavaco nas sondagens, apesar de estar a ser levado ao colo pelos grandes agentes económicos e pela imprensa em geral.
Cavaco não gosta de ser contrariado. Fica desconfortável com as críticas à sua pessoa e o seu rosto não o trai.

Ele é o que raramente se engana e raramente tem dúvidas, lembram-se ?
Adquiriu, com a experiência, um cinismo mais temperado e fino, conseguindo, no dia de hoje, falar ao coração dos funcionários públicos, na presença da sua delfim Manuela Ferreira Leite que tão mal tratou os funcionários da Administração Pública quando foi Ministra das Finanças, há apenas 2 anos atrás.
Haja decoro. É o mínimo que se exige.

QUEM ERA CAVACO SILVA E ONDE ESTEVE NOS MOMENTOS MAIS DECISIVOS PARA PORTUGAL?


"Os outros cometeram um erro ao passarem o tempo a falar de mim" Depois de dois dias fortes de campanha na Madeira, Cavaco Silva fala em "esperança forte na sua candidatura" e até já deixa recados à forma de actuar dos adversários "Cometeram um erro ao passarem o tempo a falar de mim".Depois de uma manhã de estrada e antes da descida para a Ribeira Brava, (…) .

in Diário de Noticias

Sabemos que Cavaco Silva preferia que os outros candidatos não lembrassem aos Portugueses que enquanto alguns dos candidatos lutavam, arriscando a própria vida, pela Liberdade, ele, Cavaco Silva, olhou para o seu umbigo e foi tratar da sua vida em Londres, preparando o seu doutoramento.
Assim como Cavaco gostaria que os outros candidatos não lembrassem que quando saiu do Governo Portugal tinha as maiores taxas de trabalho infantil da Europa e as mais elevadas taxas de abandono escolar na Europa.
Como também estamos certos que Cavaco não gostaria que os outros candidatos lembrassem como tratou milhões de Portugueses, tratando-os como números e que as vias e infra-estruturas construídas o foram graças ao muito dinheiro que veio da Europa, para onde Mário Soares, com a sua visão à frente do Mundo e da Europa, conduziu Portugal.
Bem assim, onde estava Cavaco Silva quando Portugal lutou ao lado de Timor, pela libertação de Timor Loro Sae ?
Quem era Primeiro-Minitro era António Guterres e Presidente da República Jorge Sampaio, tendo ambos tido a preciosa ajuda de Mário Soares cujo prestígio, reconhecimento e talento na política internacional permitiram ajudas importantes para a liberdade e a independência de Timor.
Em todos os momentos decisivos para Portugal, onde esteve Cavaco Silva ? Aliás, quem era para o exterior Cavaco Silva?
Nos longos 10 anos após a derrota humilhante nas Presidenciais de 1996, voltou-se, de novo, para o seu umbigo e voltou a tratar da sua vida. Não o vimos a ajudar os outros, a lutar pelos outros noutras instituições e noutros projectos de solidariedade. Não. Vimo-lo a tratar da sua vida.

ARGÉLIA : FALECIDO AYALA NUNCA SIMPATIZOU COM ALEGRE E PITEIRA SANTOS.



Ayala, lutador da Liberdade, foi preso, humilhado em Argélia. Verdadeiro lutador, Ayala é digno do nosso respeito, muitas vezes denunciado, perseguido, na Argélia.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

AINDA EM COIMBRA....NA CÂMARA MUNICIPAL.


O Politicaehouse noticiou, com base em informações oriundas da Câmara Municipal, que um Eng.º Craveiro foi contratado para avaliar os terrenos que o município quer expropriar, e não lhe paga nada mal.
Isto é um facto de fácil confirmação.
Foi-nos dito tratar-se de família do ex-fiscalizador do Eurostadium e Dolce Vita, Eng.º João Paulo Craveiro, que recebia da Câmara de Coimbra a módica quantia de aproximadamente 4000 euros/mês para realizar esse trabalho.
Se o mesmo apelido for mera coincidência, pedimos, naturalmente desculpa aos visados, porém, isso não retira a essência da notícia: a Câmara continua a ser albergue de sociais democratas que, assim, não sentem a crise!

REUNIÃO DE CÂMARA AZEDA ENTRE SOCIAIS-DEMOCRATAS. UMA VERGONHA!


Durante a reunião do Executivo municipal:

-"Quem não tem educação não deve participar (nas reuniões)", disse Pereira Coelho, depois de ter sido interrompido por Lídio Lopes.
- "Deve ser para rir, não?" retorquiu Lídio Lopes
- "Isto é mais para a taberna e não estamos em nenhuma", sublinhou Coelho
- "Só se for na taberna vossa excelência costuma estar", disparou de novo Lopes.
Duarte Silva teve então que intervir para acalmar os ânimos entre os dois autarcas.

Perguntamos o que teria sido se o PS, na Figueira da Foz e na distrital , não tivesse andado a brincar e a colocar alguns interesses pessoais à frente dos do partido e da Figueira e tivesse candidatado alguém com mais credibilidade e curriculum político?!

terça-feira, janeiro 03, 2006

Sobre o post :"CÂMARA DE COIMBRA CONTINUA A SER ALBERGUE DE SOCIAIS-DEMOCRATAS. "

Pois bem Confirmo que não tenho nenhum irmão, nem sequer nenhum familiar que colabore com a Câmara de Coimbra.Tenho duas irmãs que vivem bem longe de Coimbra.No que me diz respeito, a notícia é totalmente invenção.Se quiserem confirmar, usem o meu email que é público, porque aparece todas as segundas-feiras no Diário de Coimbra:jpaulocraveiro@gmail.com .Sendo assim, da próxima vez que tiverem necessidade de confirmar alguma notícia que me envolva, terei todo o gosto em colaborar.Tenham um bom ano novo.
Assinado,João Paulo Craveiro

O Politicaehouse não quer deixar de publicar o desmentido recebido por João Paulo Craveiro, porque este se encontra no seu direito e além do mais estamos num blog democrático...

domingo, janeiro 01, 2006

O BALANÇO DO ANO 2005 NO PÚBLICO.


BAPTISTA AOS OLHOS DO PÚBLICO.
Afinal também há olhos como os nossos !

BAPTISTA NA TOCHA JÁ CRITICA O PRIMEIRO-MINISTRO!



O Politicaehouse soube que Victor Baptista, a passar esta época festiva na Tocha e em Mira, já critica o Primeiro-Ministro José Sócrates.

Baptista entende não ter sido a melhor a escolha de Mário Soares como candidato a Presidente da Republica, esperando por uma desastrosa derrota ( a ver vamos se será tão má como a sua em Outubro último ) , para além de criticar as medidas de restrição na Função Pública e a forma como elas têm sido tomadas por Sócrates e pelo Governo Socialista.

Aliás, foram muito poucas as iniciativas em que Baptista apareceu no âmbito da campanha presidencial de Mário Soares, deixando, neste particular, Fausto sozinho no trabalho. Correu a mandar o fax para a imprensa a apoiar Soares, mas aos poucos tem desaparecido do trabalho político desta campanha.

Bom, o Politicaehouse dá um conselho a José Sócrates: que não volte a confiar nas estruturas do seu partido nas próximas autárquicas, tomando ele as decisões que ora deixou a Jorge Coelho e às distritais.

Talvez assim, em 2009, não passe pelo vexame de ter candidatos como Baptista em cidades e concelhos com a dimensão de Coimbra.

Quanto ao mais, que assobie para o lado sempre que os cães ladrem ( alguns lideres partidários não são capazes de encarar as pequenas verdades - como as suas incapacidades para estar entre os melhores, no elenco governativo, optando por criticar aqueles que apoiaram no passado, a partir do momento em que percebem não ter o peso e a importância que julgavam ter para ocupar determinados lugares ).


PARA ALGUNS NÃO HOUVE NEM HAVERÁ CRISE.





O Politicaehouse deseja que em 2006 haja uma melhor distribuição da riqueza, mas deseja, sobretudo, que os melhores em cada sector de actividade sejam aproveitados, respeitados e desejados por Portugal, para que juntos possam contribuir para um futuro colectivo melhor.
Que a distribuição da riqueza seja mais equitativa e resulte do mérito de cada um e não do tão típico oportunismo e lobby de interesses das sociedades ditas capitalistas e neo-liberais, ondeos partidos políticos em vez de vigias da democracia se transformaram em sociedades comerciais.