segunda-feira, agosto 28, 2006

UMA VEZ MAIS NEM NAS SUBSTITUIÇÕES A DISTRITAL SOCIALISTA DE COIMBRA CONSEGUIU ARRANCAR ESTA NOMEAÇÃO...


A sucessão, na DREC, aconteceu no interior da direcção anterior, com Carlos Jorge Gomes, de VISEU, a passar de director-adjunto para director regional.

O novo director da DREC é oriundo do distrito de Viseu, onde já exerceu as funções de coordenador do CAE.
Depois, foi convidado a integrar a equipa regional, então liderada pelo também viseense Rui Santos, de quem foi director-adjunto.
Entretanto, o Governo prepara-se para aprovar a nova Lei Orgânica do Ministério da Educação, que irá permitir completar a remodelação da equipa directiva da DREC, designadamente com a nomeação do director-adjunto em falta, que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou ser Manuel Ernesto Paiva, actualmente a exercer funções de coordenador do CAE - Centro de Área Educativa de Coimbra, depois de ter sido chefe de divisão de Recursos Humanos da DREC.
O outro director-adjunto é Cristina Lopes Dias, que já exerceu o cargo com José Manuel Silva.

terça-feira, agosto 22, 2006

Mais uma "Pérola" deste Ministro da Justiça. Por estes valores quem é que quer ser testemunha?


Portaria n.º 799/2006, de 11 de Agosto

(...)
Assim:
Manda o Governo, pelo Ministro da Justiça, ao abrigo do disposto no n.o 4 do artigo 317.o do Código de Processo Penal e no artigo 644.o do Código de Processo Civil, o seguinte:

Artigo único
Compensação a testemunhas

Salvo disposição legal especial, a compensação a que as testemunhas têm direito nos termos da lei de qualquer processo é fixada entre 1/16* e 1/8** de UC por cada deslocação ao tribunal, consoante a distância percorrida pela testemunha e o tempo que esta for forçada a despender.

O Ministro da Justiça, Alberto Bernardes Costa, em 27 de Julho de 2006.

*- € 5,56
**- € 11,12
1 UC (ainda) € 89,00

segunda-feira, agosto 21, 2006

Eis o texto da Lei que não faz bem nenhum às mulheres.

Lei Orgânica n.º 3/2006, de 21 de Agosto

Lei da paridade: estabelece que as listas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as autarquias locais são compostas de modo a assegurar a representação mínima de 33% de cada um dos sexos.
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, a lei orgânica seguinte:
Artigo 1.º
Listas de candidaturas
As listas de candidaturas apresentadas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as autarquias locais são compostas de modo a promover a paridade entre homens e mulheres.
Artigo 2.º
Paridade
1 - Entende-se por paridade, para efeitos de aplicação da presente lei, a representação mínima de 33,3% de cada um dos sexos nas listas.
2 - Para cumprimento do disposto no número anterior, as listas plurinominais apresentadas não podem conter mais de dois candidatos do mesmo sexo colocados, consecutivamente, na ordenação da lista.
3 - Nas eleições em que haja círculos uninominais, a lei eleitoral respectiva estabelece mecanismos que assegurem a representação mínima de cada um dos sexos prevista no n.º 1.
4 - Excepciona-se do disposto no n.º 1 a composição das listas para os órgãos das freguesias com 750 ou menos eleitores e para os órgãos dos municípios com 7500 ou menos eleitores.
Artigo 3.º
Notificação do mandatário
No caso de uma lista não observar o disposto na presente lei, o mandatário é notificado, nos termos fixados na lei eleitoral aplicável, para proceder à sua correcção no prazo estabelecido na mesma lei.
Artigo 4.º
Efeitos da não correcção das listas
A não correcção das listas de candidatura nos prazos previstos na respectiva lei eleitoral determina:
a) A afixação pública das listas com a indicação da sua desconformidade à presente lei;
b) A sua divulgação através do sítio na Internet da Comissão Nacional de Eleições com a indicação referida na alínea anterior;
c) A redução do montante de subvenções públicas para as campanhas eleitorais nos termos da presente lei.
Artigo 5.º
Deveres de divulgação
As listas que, não respeitando a paridade tal como definida nesta lei, não sejam objecto da correcção prevista no artigo 3.º são afixadas à porta do edifício do tribunal respectivo com a indicação de que contêm irregularidades nos termos da lei da paridade e comunicadas, no prazo de quarenta e oito horas, à Comissão Nacional de Eleições.
Artigo 6.º
Divulgação na Internet pela Comissão Nacional de Eleições
1 - A Comissão Nacional de Eleições assegura, no prazo de quarenta e oito horas após a recepção da comunicação prevista no artigo anterior, a divulgação através do seu sítio na Internet das listas de candidatura que não respeitem a paridade tal como definida nesta lei.
2 - As listas de candidatura divulgadas nos termos do número anterior são agrupadas sob a identificação dos respectivos proponentes.
Artigo 7.º
Redução da subvenção para as campanhas eleitorais
1 - Se violarem o disposto no n.º 1 do artigo 2.º, os partidos, coligações ou grupos de eleitores, conforme o caso, sofrem uma redução na participação nos 80% ou 75% da subvenção pública para as campanhas eleitorais previstas, respectivamente, nos n.os 1 e 3 do artigo 18.º da Lei n.º 19/2003, de 20 de Junho, nos seguintes termos:
a) Se um dos sexos estiver representado na lista de candidatura em percentagem inferior a 20%, é reduzida a participação naquela subvenção pública em 50%;
b) Se um dos sexos estiver representado na lista de candidatura em percentagem igual ou superior a 20% e inferior a 33,3%, é reduzida a participação naquela subvenção pública em 25%.
2 - O disposto no número anterior não se aplica a listas com um número de candidatos inferior a três.
3 - Se violarem o disposto no n.º 2 do artigo 2.º, os partidos, coligações ou grupos de eleitores, conforme o caso, sofrem uma redução de 50% na participação nos 80% ou 75% de subvenção pública para as campanhas eleitorais a que teriam direito nos termos dos n.os 1 e 3 do artigo 18.º da Lei n.º 19/2003, de 20 de Junho.
4 - Nas eleições para a Assembleia da República, os resultados eleitorais obtidos pelo partido no círculo eleitoral onde houve incumprimento dos n.os 1 e 2 do artigo 2.º são abatidos aos resultados eleitorais nacionais, em percentagem equivalente à da redução da subvenção pública para campanhas eleitorais calculada de acordo com o disposto nos números anteriores.
5 - Nas eleições para os órgãos do município e da freguesia, havendo diferentes tipos e graus de incumprimento das listas apresentadas por um partido, coligação ou grupo de eleitores para os diversos órgãos, é tomada como referência a lista que pela aplicação dos critérios dos números anterior implica uma redução maior da subvenção pública para as campanhas eleitorais.
Artigo 8.º
Reapreciação
Decorridos cincos anos sobre a entrada em vigor da presente lei, a Assembleia da República avalia o seu impacte na promoção da paridade entre homens e mulheres e procede à sua revisão de acordo com essa avaliação.

Aprovada em 6 de Julho de 2006.
O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.
Promulgada em 5 de Agosto de 2006.
Publique-se.
O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA.
Referendada em 8 de Agosto de 2006.
O Primeiro-Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.

sábado, agosto 19, 2006

ESTAMOS DE REGRESSO AO TRABALHO.


Este é o fim de ano mais entusiasmante de todos.
Faremos uma grande revelação.
Espere.
Não se decepcionará.

AI FÉRIAS. CHEGARAM AO FIM!

sexta-feira, agosto 11, 2006

AI AI... QUANDO A LÓGICA NOS APANHA NA CURVA!

LUIS VILAR AO DIÁRIO "AS BEIRAS"


Antes de vir de férias, li num jornal semanário de Coimbra, um artigo de opinião do jornalista, Sr. Rui Avelar, falando da minha pessoa e fazendo a ligação à mulher de César. Ou se tratou de uma tentativa para eu próprio falar do que não devo, o que, além de ridículo, naturalmente não resulta, ou trata-se de uma ilusão do espelho que o jornalista tem em casa. Qual “dama ofendida” ou “ser” acima de qualquer benesse política. Isto porque, não me recordo do concurso que o levou em tempos para Director na LUSA, como também não me recordo do concurso que o levou a Assessor de um membro do Governo.
Curioso, é que estas nomeações de cariz político, aconteceram durante a Governação do Partido Socialista, em que o 1º. Ministro foi o Eng. António Guterres.
Não me recordo que a sua competência tenha sido tão boa assim uma vez que, os Governos que se seguiram do PSD/CDS-PP e o actual Governo do PS, não mais o “concursaram” para desempenhar funções.
Conheço bem os que se preocupam mais com as aparências. Apesar de tudo prefiro ser como a mulher de César, porque mais vale ser sério do que parecer.Estamos perante ditado popular sobre Frei Tomás: “... olha para o que ele diz, não olhes para o que ele faz”. Dito isto, vou falar de coisas bem mais importantes para Coimbra.

Bom, vamos ver se nos entendemos: óh Sr. Luis Vilar também não nos lembramos de alguém o ter querido requisitar ou concursar para desempenhar funções relevantes como as que aponta depois de ter saído do assessor de Victor Baptista no Governo Civil de Coimbra, por sinal a única vez que foi assessor de alguém. Depois quedou-se por vereador, lugar que deve ao controlo que tem do aparelho de Coimbra e mesmo aí, nem Manuel Machado, nem Victor Baptista lhe quiseram dar mais que o 4.º lugar na lista!
Bom, mas o mais curioso deste comentário é que refere " ... estas nomeações de cariz político aconteceram durante a governação socialista de António Guterres...". Mas sr. Luis Vilar quererá o sr. dizer que por o jornalista Rui Avelar ter desempenhado funções importantes no Governo de António Guterres agora deveria ter uma dívida de gratidão para com este partido e não fazer notícias que afectem os seus membros militantes ? É isto que está nas entrelinhas do seu discurso! Faz o seu estilo!

Por último, folgamos em saber que reconhece competência a quem é sucessivamente requisitado para desempenhar funções no Estado, naturalmente sob a capa das ditas nomeações de cariz político, pois elas têm pressuposta a chamada confiança política, para além da óbvia e exigível competância técnica.

sexta-feira, agosto 04, 2006

AOS NOSSOS LEITORES UMAS BOAS FÉRIAS.

PORQUE OS OUTROS ADMINISTRADORES DO POLITICAEHOUSE PARTEM NA PRÓXIMA QUINTA FEIRA PARA O BRASIL.
ASSIM FICAMOS REDUZIDOS A UM ADMINISTRADOR NO ACTIVO EM COIMBRA.
OS RESTANTES 4 JÁ SE ENCONTRAM NO ALGARVE DESDE ONTEM.
POR ISSO O POLITICAEHOUSE VAI DESCANSAR UM POUCO.

ALGUNS ADMINISTRADORES DO POLITICAE VÃO DE FÉRIAS: CABO VERDE HERE I GO


AS FÉRIAS SÃO UM DIREITO UNIVERSAL ,



PELO QUE OS ADMINISTRADORES DO POLITICAEHOUSE TAMBÉM TÊM DIREITO A ELAS.

DOIS ADMINISTRADORES PARTEM AMANHÃ PARA O MINDELO, CABO VERDE, E UMA SEMANA DEPOIS, OUTROS DOIS PARTEM TAMBÉM.

PORÉM, ESTAREMOS LONGE, MAS PERTO, À DISTÂNCIA DE UM CLIQUE.

quarta-feira, agosto 02, 2006

CERTOMA E VADECA "SEMPRE " RIVAIS ...








A Certoma, Comércio Técnico de Marcas, Lda é uma empresa especializada em equipamentos na área da limpeza e conservação de superfícies industriais e urbanas e ambientais.
O Departamento Comercial integra técnicos especializados em todas as áreas de equipamento para aconselhamento dos interessados na busca das melhores soluções para a limpeza do ambiente.

Tem sede na Zona Industrial de Viadores, na Mealhada, e tem entre os seus clientes "Câmaras Municipais" a Câmara Municipal de Coimbra.

Será que esta empresa também teve algum colaborador/consultor importante a trabalhar para si ?


À MULHER DE CÉSAR NÃO BASTA SER SÉRIA!

in Correio da Manhã
CARTA POLÉMICA

Numa carta que o empresário Ruy Manuel Silva, residente em Inglaterra, enviou para a TCN e chegou à Procuradoria-Geral da República em Janeiro de 2004 – e que, como o CM noticiou (24/7/2006), está a ser investigada pelas autoridades –, um dos pontos tem a ver com a Câmara de Coimbra e a empresa presidida por Júlio Macedo. Diz Ruy Silva que Júlio Macedo e Pedro Garcês (ex-director da TCN, actualmente administrador na Unidade de Saúde de Coimbra, entidade sedeada no antigo edifício dos CTT) falaram-lhe do “interesse do Estado” e dos Correios “em particular”, na “futura venda de cerca de 160 instalações, com contrato de arrendamento assegurado”. “E que junto dos CTT possuíam elemento responsável e por vós muito bem ‘comandado’..., o mesmo que teria proporcionado outras facilidades... nomeadamente, aquisição do edifício de Coimbra, cidade onde dominavam a Câmara Municipal e a pessoa do seu presidente...”.Júlio Macedo garante que o conteúdo desta carta é “falso”.


PRÉDIO VENDIDO POR 14,8 MILHÕES
JÁ VALE 34 MILHÕES


O prédio que os CTT venderam à Demagre a 20 de Março de 2003 (na altura em que a empresa era presidida por Carlos Horta e Costa), por 14,8 milhões de euros e que no mesmo dia foi adquirido pela Gespatrimónio (empresa do Grupo Espírito Santo) por 20 milhões, tem hoje em dia um valor contabilístico de 34 milhões de euros. Esta é a verba que consta no relatório e contas de 2005 da Gespatrimónio.

Estamos curiosos em saber onde terão sido realizadas as respectivas escrituras de compra e venda. É que o notário ou notária fizeram umas valentes coroas.

O CORREIO DA MANHÃ DE HOJE NOTICIA NEGÓCIOS ESTRANHOS DE POLÍTICOS CÁ DO BURGO!

TCN ESTEVE INTERESSADA EM QUINTA DE COIMBRA

Além do negócio do antigo prédio dos CTT, a TCN esteve interessada na quinta de São Jorge do Milreu, em Coimbra, “posição” que, segundo Júlio Macedo, vendeu à empresa inglesa Ebony Concepts Limited. “A TCN nada tem a ver com a Ebony. O que se passou foi que nós vendemos a essa empresa inglesa o contrato de promessa de compra e venda relativamente à Quinta de São Jorge. Sei que há projectos metidos na Câmara de Coimbra, sempre via Ebony.”No início deste ano, Luís Vilar participou numa votação em que a C.M. de Coimbra autorizou a Ebony a elaborar um plano de pormenor para avaliar se 20 mil dos 376 400 metros quadrados da Quinta de São Jorge podem ser destinados a habitação. Já Marcelo Nuno não quis participar na votação, alegando “eventual conflito de interesses”. Na altura, estava ligado à empresa TCN.

LUÍS VILAR TENTOU ANGARIAR INQUILINO

Simões da Costa, ex-presidente do União de Coimbra, assegurou ao CM que em “2003/2004 andou a negociar” com a TCN a ocupação de parte do antigo prédio dos CTT, frisando ter sido contactado por Luís Vilar.
“Foi através dele que fui a alguns encontros com representantes dessa empresa.
Mas Luís Vilar nunca me disse que trabalhava para a TCN. Mais, sempre achei que havia algo que não estava bem.
Vilar, aliás, queria que o União de Coimbra alugasse a totalidade do edifício da Av. Fernão Magalhães – por uma verba exorbitante, creio que eram 100 mil euros por mês – e que depois tratasse do subaluguer. Disse-lhe que não. Que só queríamos uma parte para instalar o Bingo. O negócio acabou por não se concretizar.”Confrontado com o que Simões da Costa referiu ao CM, Júlio Macedo, presidente da TCN, disse: “O senhor Luís Vilar só começou a trabalhar para a empresa, como consultor, em Janeiro de 2004, depois de termos entregue o prédio à Gespatrimónio. E, nessa altura, já estava todo arrendado.”

PS: todos compreendemos bem que a data da celebração de contrato é irrelevante. O Presidente do União de Coimbra pode ter sido contactado no final de 2003, altura em que Luis Vilar já saberia que no início do ano de 2004 seria consultor da TCN.Com certeza que ninguém acorda no dia 1 de Janeiro de 2004 e contrata a pessoa x. Os contratos da contratação seguramente que se iniciaram em finais de 2003.

terça-feira, agosto 01, 2006

ROUBÁMOS A NOTÍCIA AOS NOSSOS VIZINHOS JORNALEIROS DE COIMBRA.

"PEDRA NO SAPATO"

O Sindicato da Cerâmica e Construção do Centro deu ontem à empresa Egran um prazo até 7 de Setembro para esta pagar as prestações em atraso devidas aos antigos trabalhadores, findo o qual promete endurecer a luta.
Será que o deputado Baptista podia (...) ajudar esta gente?

Perguntar não ofende e como conhecem de perto esta realidade...

À ESPECIAL ATENÇÃO DO NOSSO ASSÍDUO LEITOR LUIS VILAR:

E agora Sr. Luis Vilar também estamos a denegrir a imagem dos políticos, inventando, caluniando? Ou estaremos a divulgar FACTOS que depois merecerão os comentários e produzirão as opiniões que cada um entender fazer sobre o(s) assunto(s) ?!
Bem sabemos que prefere disparar em todas as direcções. Pode ser que algum tiro fortuíto acerte em algum alvo (SEU, CLARO ) ... mas verdadeiramente o que o incomoda é a exposição, a sua, a dos seus actos e de alguns "amigos" socialistas.
Também sabemos reconhecer que ter azar nos negócios acontece, mas sabemos também que as atitudes e comportamentos definem a(s) pessoa(s).
A empresa "Égran" foi administrada por socialistas, alguns com relevantes funções públicas ao longo dos anos, como sucede com o actual Presidente Socialista de Coimbra e ex-candidato à Câmara Municipal. Ou não é verdade ?
No presente enfrenta processo que corre desde o ano 2000 de falência por não pagar aos trabalhadores e à segurança social.
E será ou não importante para o povo de Coimbra saber o que os socialistas, sociais-democratas, comunistas ou centristas fazem e como actuam na vida real, no dia-a-dia profissional e empresarial ? Isso não será importante na hora de votar ?
É claro que sim. Por muito que os que lutaram pelo 25 de Abril afirmem insistentemente que o fizeram isso não basta para que acreditemos em todos eles. As suas vidas, as suas atitudes são muitissimo mais importantes, até porque 1974 foi há tanto tempo ... e o tempo entre outras coisas muda os homens!

sexta-feira, julho 28, 2006

PROFESSOR DOUTOR ELÍSIO ESTANQUE ARRASA.




Perversa combinação

Ao defender a aplicação do princípio da meritocracia, Elísio Estanque é arrasador.

Eis um excerto:


“A mentalidade vigente em muitos quadros partidários tende a ver uma conspiração e a estremecer sempre que alguma coisa mexe para além do seu controlo. Compreende-se.
Em muitos casos, trata-se de pessoas que desde há 30 anos (...) não têm tempo para a reflexão e para o pensamento crítico. Desenvolveram um estilo formatado pelos cargos (...) que ocuparam (...) e pela reverência das bases, das quais se julgam eternos tutores protectores.
Agarrados que estão à sua pequenina migalha de poder e de tão enleados nas teias de influência e de interesses que eles próprios tecem, [muitos quadros partidários] nem sequer percebem que a senda persecutória em relação às supostas «elites» só põe a nu o absoluto vazio de ideias [dos mesmos].
Pode parecer paradoxal, mas uma tal mentalidade, que tanto invoca o nome do povo, revela-se, afinal, uma perversa combinação entre o elitismo mais conservador e o populismo mais demagógico”.

quinta-feira, julho 27, 2006

HÁ POLÍTICOS QUE DETESTAM QUE OS SEUS ACTOS SEJAM EXPOSTOS!

A “mulher de César” e os gestos políticos
Rui Avelar


A futura Comissão Executiva da Região de Turismo do Centro (RTC), a eleger amanhã ao abrigo de um acordo celebrado pelo PSD e pelo PS, sofre de um «pecado original» que consiste na recondução de Luís Vilar depois de este ter pedido a suspensão do mandato de vereador da Câmara Municipal de Coimbra.
A 24 de Abril de 2006, Luís Vilar solicitou a suspensão por três meses do mandato como autarca por entender que uma notícia divulgada pelo “Campeão” pôs em causa a presunção da sua inocência.
Comungamos da certeza de que nem a constituição como arguido do presidente da Comissão Concelhia do PS/Coimbra nem a notícia atinente a esse facto beliscam a presunção de inocência de que ele desfruta.
Ao “Campeão” cabe a missão de informar, com imparcialidade e rigor, sendo nossa convicção que a realização do interesse público pressupõe a divulgação de factos (inequívocos) inerentes aos agentes políticos investidos de funções de representação popular.
Em carta dirigida, há três meses, ao presidente da Câmara de Coimbra, Luís Vilar alegou ter agido ao abrigo de um “inadiável imperativo de consciência, em ordem a garantir a transparência e a absoluta honorabilidade às funções e ao respectivo desempenho”. “Estando em causa a averiguação de alegadas ofensas ao interesse público, sendo que a defesa de tal valor deve nortear de forma inequívoca a actuação de qualquer eleito local, não posso alhear-me do impacto que tais suspeitas necessariamente suscitam sobre a actuação (...) enquanto vereador”, declarou.
Segundo Luís Vilar, a sua permanência em funções como edil podia “constituir um constrangimento à investigação em curso”, sendo que o prazo da suspensão do exercício do cargo foi fixado em função do “período julgado adequado para o termo da investigação”.
Neste contexto, a recondução de Luís Vilar como vogal da Comissão Executiva da RTC traz à colação o velho paradigma da «mulher de César», pois já há 2.000 anos os romanos concluíram que não bastava à senhora ser séria e que tinha a obrigação de parecer ( sobretudo porque aqui ele exerce funções executivas, tomando decisões em nome do interesse público todos os dias ).

Ao jornalista Rui Avelar os nossos parabéns, sobretudo num tempo que que alguns políticos tudo fazem para branquear as suas notícias, atribuindo-lhes sempre a tão conhecida desculpa de perseguição política.
Gostaria de incentivar os jornalistas que fazem jornalismo de investigação. É bom não esquecer os números que um jornal nacional publicitou há algumas semanas atrás: as notícias de investigação são a maior fonte de investigação criminal, delas resultanto a descoberta de práticas criminosas em 70% dos casos.
O que afasta os cidadãos da política são comportamento dúbios, que podem não ser criminosos, mas seguramente é discutível se serão ética e moralmente reprováveis e os cidadãos devem conhecer essas atitudes para poderem retirar delas as suas opiniões.
Tal informação não é indiferente na hora de votar!
Quanto ao Sr. Luis Vilar, gostaríamos de perguntar, por outro lado, se acha que o que hoje aqui está exposto corresponde a uma calúnia ou a um atentado à sua honra ?
Não. O que aqui está hoje escrito, hoje como noutras circunstância, não é mais do que o exercício desse direito pela qual o senhor tantas vezes faz questão de dizer que lutou no 25 de Abril.
Aqui, como em outras situações, os jornalistas fazem pesquisas, averiguam factos e depois emitem opinião. Essa opinião pode corresponder a juizos de valor éticos ou morais, porque nem sempre os comportamentos visados e noticiados, apesar de eticamente reprováveis, são passíveis de investigação criminal, mas seja como for todos esses comportamentos são importantes ao cidadão eleitor.
Um político tem de responder perante os seus comportamentos e deixar ao povo os juizos que entender fazer face a esses factos e comportamentos.
O importante é que se dê ao visado a oportunidade de clarificar, desmentir e processar se tiver sido alvo de calúnia. O facto é que estes políticos muitas vezes não respondem, nem querem responder achando que o exercício de funções públicas não os obriga a esclarecer nada perante o povo que representam. Acham que o povo tem de acreditar neles e ponto final. Nenhum esclarecimento deve ser dado.
Não nos impressiona a sua escrita. De facto, quem não deve não teme. O Sr. Luis Vilar, está provado, revela-se sempre muito incomodado quando alguém descreve alguns factos e comportamentos que, nuns casos poderão ou estarão a ser objecto de investigação criminal, mas noutros serão "apenas" reprováveis moral e eticamente.
Um político que aceita desempenhar cargos públicos aceita implicitamente que se questione publica e transparentemente os seus actos no desempenho desses cargos e na sua vida profissional.
Não é indiferente para mim, cidadão eleitor, saber o que "X" ou "Y" fazem na sua vida profissional e pública, assim como não é indiferente saber se a pessoa "x" ou "y" desempenha os cargos públicos cumprindo a lei ou não.



terça-feira, julho 25, 2006

O EXEMPLO DE MANUEL ALEGRE. RDP DÁ-LHE DIREITO A REFORMA DE 3.219,95 POR AÍ TER TRABALHADO ALGUNS MESES.


Manuel Alegre, vice-presidente da Assembleia da República, reforma-se, com 3219,95 euros mensais, da RDP onde apenas trabalhou de 1974 a 1975, segundo a lista dos aposentados e reformados divulgada pela Caixa Geral de Aposentações (CGA).
Político e escritor, Alegre tinha bem escondida dos portugueses e dos amigos a profissão de funcionário da RDP.
Admitindo ter ingressado nos quadros da RDP pouco depois de “regressar a Portugal”, vindo do exílio em Argel, Manuel Alegre confessa que esteve “pouco tempo” nas funções de director dos Serviços Criativo e Culturais da RDP.
Isto porque nas primeiras eleições democráticas, para a Assembleia Constituinte, realizadas no dia 25 de Abril de 1975, foi “eleito deputado”, tendo desde então sido sucessivamente reeleito, razão pela qual nunca mais voltou a trabalhar na rádio. Mas, acrescenta, “se por alguma razão não fosse eleito deputado, teria regressado para RDP”.
Manuel Alegre é junto com Jaime Gama, Miranda Calha (ambos também do PS) e Mota Amaral (PSD) um dos quatro únicos políticos portugueses que sempre foi eleito deputado à Assembleia da República.
Ana Sara Brito considera que Alegre “devia era doar a reforma ao MIC”, Movimento de Intervenção Cívica, criado na sequência da votação obtida (mais de um milhão votos) por Alegre nas eleições presidenciais.
in correio da manhã...
- Correio da Manhã - É verdade que vai receber 3 219,95 euros de reforma da rádio?
- Manuel Alegre – Vou receber um terço. Como deputado não posso acumular o vencimento com a reforma. Optei pelo ordenado e um terço da reforma.
– Correio da Manhã - Não parece mal uma reforma por tão pouco tempo?
- Manuel Alegre - Só posso sublinhar que é legal. O Presidente da República também não recebe duas ou três reformas do Estado, além do vencimento? Mas eu nem questiono isso, que ele é uma pessoa séria.
Esquece-se Manuel Alegre que o Presidente da República recebe as reformas resultantes de trabalho efectivo: professor universitário e alto quadro do Banco de Portugal. Ao contrário de si próprio que toda a vida viveu à custa do PS e dos cargos políticos. Desde 1975 que é sucessivamente eleito deputado.
Feitas as contas: cerca de € 6000 da Assembelia da República, mais € 3219 da RDP ( mesmo dando lugar à um corte de 1/3 ), mais o produtos da venda dos seus livros ...não me venha falar, do alto da sua teoria, dos portugueses que vivem do ordenado mínimo nacional!