sexta-feira, agosto 11, 2006

AI AI... QUANDO A LÓGICA NOS APANHA NA CURVA!

LUIS VILAR AO DIÁRIO "AS BEIRAS"


Antes de vir de férias, li num jornal semanário de Coimbra, um artigo de opinião do jornalista, Sr. Rui Avelar, falando da minha pessoa e fazendo a ligação à mulher de César. Ou se tratou de uma tentativa para eu próprio falar do que não devo, o que, além de ridículo, naturalmente não resulta, ou trata-se de uma ilusão do espelho que o jornalista tem em casa. Qual “dama ofendida” ou “ser” acima de qualquer benesse política. Isto porque, não me recordo do concurso que o levou em tempos para Director na LUSA, como também não me recordo do concurso que o levou a Assessor de um membro do Governo.
Curioso, é que estas nomeações de cariz político, aconteceram durante a Governação do Partido Socialista, em que o 1º. Ministro foi o Eng. António Guterres.
Não me recordo que a sua competência tenha sido tão boa assim uma vez que, os Governos que se seguiram do PSD/CDS-PP e o actual Governo do PS, não mais o “concursaram” para desempenhar funções.
Conheço bem os que se preocupam mais com as aparências. Apesar de tudo prefiro ser como a mulher de César, porque mais vale ser sério do que parecer.Estamos perante ditado popular sobre Frei Tomás: “... olha para o que ele diz, não olhes para o que ele faz”. Dito isto, vou falar de coisas bem mais importantes para Coimbra.

Bom, vamos ver se nos entendemos: óh Sr. Luis Vilar também não nos lembramos de alguém o ter querido requisitar ou concursar para desempenhar funções relevantes como as que aponta depois de ter saído do assessor de Victor Baptista no Governo Civil de Coimbra, por sinal a única vez que foi assessor de alguém. Depois quedou-se por vereador, lugar que deve ao controlo que tem do aparelho de Coimbra e mesmo aí, nem Manuel Machado, nem Victor Baptista lhe quiseram dar mais que o 4.º lugar na lista!
Bom, mas o mais curioso deste comentário é que refere " ... estas nomeações de cariz político aconteceram durante a governação socialista de António Guterres...". Mas sr. Luis Vilar quererá o sr. dizer que por o jornalista Rui Avelar ter desempenhado funções importantes no Governo de António Guterres agora deveria ter uma dívida de gratidão para com este partido e não fazer notícias que afectem os seus membros militantes ? É isto que está nas entrelinhas do seu discurso! Faz o seu estilo!

Por último, folgamos em saber que reconhece competência a quem é sucessivamente requisitado para desempenhar funções no Estado, naturalmente sob a capa das ditas nomeações de cariz político, pois elas têm pressuposta a chamada confiança política, para além da óbvia e exigível competância técnica.

16 comentários:

Anónimo disse...

com o chapeu de chuva que alguns usam é fácil não sair molhado,o problema é quando a borrasca começa a ser muita.....
até porque mesmo um chapéu deve ter os seus principios e não ser abrigo para qualquer um.

Anónimo disse...

Para que alguém possa reflectir de uma forma honesta.

Partidos e Movimentos Políticos

A história dos regimes democráticos em Portugal, desde 1820, continua a ser marcada pela tendência para a constituição de dois grandes partidos que alternam entre si no poder. A 3ª. República, iniciada em 1974, não tem sido nenhuma excepção. PS e PSD são os dois maiores partidos e dominam o aparelho de Estado e as autarquias. Os restantes partidos procuram combater esta tendência, mas sem grande êxito. Os restantes movimentos políticos, como os anarquistas e os ecologistas, funcionam espaços de crítica dos descontentes do regime. A sua maior ou menor expressão, depende do estado de adormecimento da sociedade portuguesa.

Após 30 anos de regime democrático, na 3ª. República, os partidos políticos revelam as mesmas tendências que conduziram ao seu descrédito no passado:

1. Fecharam-se à sociedade, constituindo neste momento verdadeiros obstáculos à participação política dos cidadãos. A sua reflexão política é em geral mediocre ou inexistente.

2. Povoaram-se de profissionais da política, na sua maioria mediocres e sem qualquer sentido patriótico ou de Estado. Distribuem entre si os cargos públicos, impedindo a renovação da classe política e a ascensão dos mais competentes. O grande critério para a sua ascensão não é a competência ou seriedade revelada na vida pública, mas sim a sua capacidade para angariar fundos para o Partido, não importa o expediente usado.

3. O clientelismo, as cunhas, o amiguismo e a oferta de cargos públicos para retribuir favores ou fidelidades partidárias tornou-se uma prática banal nos partidos políticos. As juventudes partidárias tornaram-se em verdadeiras escolas de arrivistas, que desde muito cedo medram e vivem na dependência dos lóbis partidários.

4. Praticam uma política orientado pelos seus impactos mediáticos, de forma a granjearem alguma notoriedade pública;

5. Estabeleceram uma confusão entre interesses privados e interesses colectivos. Tornou-se cada vez mais frequente, por exemplo, verem-se deputados ligados lóbies financeiros, grupos estrangeiros, etc. Os elevados custos das actuais campanhas eleitorais, assim como a própria manutenção de pesadas estruturas partidárias, impeliram os próprios partidos a procurem fontes de financiamento através de processos que estão no limiar da corrupção e da marginalidade.
...................................
Figuras Polémicas dos Partidos em Portugal

(3ª. República)

Ao longo de mais de 30 anos de Democracia muitos tem sido os políticos, cuja opinião pública se divide sobre os seus processos de actuação. Os motivos são os mais diversos: fuga aos impostos, enriquecimento rápido e inexplicável, favorecimento de grupos privados aos quais se encontram ligados, etc. Há de tudo. Muitos poucos pediram a demissão dos cargos que ocupavam quando foram descobertos. A maioria continua ligada ao aparelho de Estado ou a empresas e instituições públicas, apoiada pelos respectivos partidos, resistindo a ventos e a marés.

A maioria dos investigadores afirma que ainda não é possível definir o perfil do político corrupto, dada a enorme diversidade dos actores envolvidos e dos seus percursos profissionais e políticos.

Muitos actos considerados corrupção na comunicação social, são interpretados pelos aparelhos partidários como actos pouco éticos, simples descuidos, vontade de fazer coisas contornando a burocracia, etc.

Quando são denunciados, os partidos tendem a reagir segundo uma lógica corporativa. O partido une-se na sua defesa e os denunciantes são acusados de estarem a montar uma cabala política para os destruírem. A mensagem que acabam por transmitirem é de enorme cumplicidade com estas práticas e de muito pouca exigência moral no recrutamento dos seus membros.

.



Partido Socialista (PS)

. Armando Vara. Deputado. Ministro da Administração Interna no segundo governo de António Guterres.Armando. Foi afastado do governo devido à polémica em torno da Fundação para a Prevenção e Segurança (Dezembro de 2000). Esta Fundação privada, de legalidade duvidosa, fora constituía por dinheiros quase exclusivamente públicos. Tratava-se provavelmente de mais uma expediente para sacar dinheiro do Estado para fins que não chegaram a ser apurados.



. Pina Moura. Antigo membro do Partido Comunista Português (PCP), onde se destacou com um feroz estalinista e anti-capitalista.



Após a queda do muro de Berlim (1989), abandona o PCP ingressando pouco depois no PS. Foi eleito deputado por este partido. No governo de António Guterres, desempenhou o cargo de ministro da Economia e das Finanças (Outubro de 1999 e Setembro de 2000) e depois de ministro das Finanças (Setembro de 2000 a Julho de 2001). No PS torna-se um acérrimo defensor do capitalismo e do modelo neoliberal.



Á frente da pasta da economia, negoceia a entrega de grande parte do sector energético português a grupos espanhóis (Iberdrola) e italianos (ENI).



Durante a sua passagem pelo governo, o país deixa de convergir com a União Europeia. É um dos obreiros dos problemas que Portugal presentemente atravessa.



Após ter saído do governo é nomeado gestor da empresa espanhola em Portugal, a cuja entrada no sector energético esteve ligado enquanto ministro. Apesar esta aberrante situação, o PS (dirigido por José Sócrates) coloca-o de novo num lugar elegível, acabando por ser re-eleito deputado (2005).



Em simultâneo com a sua posição de deputado de Portugal, é publicamente um defensor dos interesses espanhóis que procuram controlar o sector energético português. Um "traidor" afirmam uns, outros dizem apenas que não tem princípios éticos. Portugal mostra-se perplexo com o tipo de deputados republicanos que possui.



Pina Moura torna-se, em 2005/2006 no símbolo de um vasto grupo nefastos deputados, que desde meados dos anos 80 tem povoado a Assembleia da Republica. A maioria deles, não tem quaisquer princípios ético-políticos, são meros serviçais de grupos económicos portugueses ou estrangeiros. Alguns já caíram nas malhas da Polícia Judiciária, outros tem-se safado.





. Carlos Melância. Antigo governador de Macau. Foi acusado de corrupção passiva, e após uma longa batalha judicial acabou ilibado.



Presidentes de Câmaras Municipais

. Abílio Curto. Autarca da Guarda. Entre 1977 e 1995 foi rei e senhor da Guarda. Quando era já impossível esconder tanta roubalheira, acabou por ser condenada a 3 anos e 6 meses de prisão, com pena suspensa.

. Fátima Felgueiras . Autarca de Felgueiras. É acusada de quase tudo: corrupção, peculato, abuso de poder, participação em negócio fraudulentos. Avisada que iria ser presa, fugiu para o Brasil, onde esteve furagida mais de dois anos. Voltou para disputar as eleições de 9 de Outubro de 2005.

. José Judas. Autarca de Cascais.

. Luís Monterroso. Autarca da Nazaré. Após anos a fio de ilegalidades, acabou por ser condenado por falsificação de documentos e burla agravada.

. José Manuel Custódio. Autarca da Lourinhã. Após anos a fio de ilegalidades, foi condenado por burla agravada (três anos de prisão com pena suspensa).

. João Luís Semedo. Autarca de Fronteira. Após anos a fio de ilegalidades, acabou por ser condenada por burla agravada e falsificação de documentos.

. Júlio Santos. Autarca de Celorico da Beira (1993-2002). Acabou por abandonar a presidência por alegada corrupção.

. Artur Borges. Autarca de Baião. Após anos de irregularidades, acabou em 1992 nas malhas da justiça, acusado de peculato de uso.

.



Partido Social-Democrata (PSD)



. Alberto João Jardim. Presidente do governo regional da Madeira. Uma figura incontornável quando se fala de corrupção, peculato, abuso de poder, etc.

. Dias Loureiro. Antigo ministro de Cavaco Silva. Dirigente do PSD. Nos anos 80 era ainda um simples advogado. Após ter saído do governo aparece à frente de várias empresas. Entre os seus amigos em Espanha, segundo a imprensa deste país, estão alegados traficantes de armas.

. Duarte Lima. Dirigente do PSD. Um caso espantoso de enriquecimento extraordinariamente rápido, ao que se apurou a vender obras de arte aos amigos.

. Cruz Silva. Deputado. O ministério público acusa-o de ter lesado o município de Águeda, numa venda fictícia de materiais. Neste negócio fradulento terá com o próprio presidente da autarquia e seu correligionário (Castro Azevedo). Alguns erros processuais, acabaram por o ilibar (Em caso de dúvida absolva-se o réu).

. António Preto. Deputado. A PJ investigando um caso de corrupção, descobriu-o a receber pagamentos em malas cheias de dinheiro. O seu lema parece ser: Nada de cheques, transferências bancárias ou papéis escritos.



Presidentes de Câmaras Municipais

. Valentim Loureiro. Autarca de Gondomar. Há anos que é apontado como estando envolvido em negócios escuros, a Polícia Judiciária (PJ) descobriu apenas ligações à casos de corrupção no mundo do futebol.

. Isaltino de Morais. Autarca de Oeiras. Após vários mandatos à frente da autarquia, este funcionário público, tem afinal uma choruda conta nos bancos da Suíça, em nome de um primo (imigrante e condutor de taxi).

.João Rocha. Autarca de Vagos. Após anos a fio de irregularidades, em 2001, acabou por ser condenado por corrupção passiva, burla agravada, prevaricação e furto de documentos.

. Mário Pedra. Autarca de Valença. Após anos a fio de irregularidades, acabou por ser condenada por corrupção passiva e falsificação de documentos.

. Luís Gabriel Rodrigues. Autarca de Santa Cruz, Madeira. Após anos a fio de irregularidades acabou por ser condenada por burla qualificada, peculato e falsificação de documentos.

. Emília Silva. Autarca de Baião. Um caso de que ilustra as formas imaginativas, como se pode enriquecer à frente de uma autarquia.



.



Partido Popular (CDS/PP)

.

. Paulo Portas. Líder partidário. Professor na Universidade Moderna

. Nobre Guedes. Dirigente partidário. Ministro do Ambiente de Santana Lopes.Em Abril de 2005, vem a público uma alegada prática de corrupção e tráfico de influências na aprovação de um empreendimento de uma empresa do Grupo Espírito Santo (GES), na herdade Vargem Fresca, em Benavente. Por detrás deste licenciamento estaria o financiamento da campanha eleitoral do CDS/PP.

. Abel Pinheiro. Dirigente partidário. Foi preso por envolvimento no mesmo caso onde aparece Nobre Guedes.



Presidentes de Câmaras Municipais

. Avelino Ferreira Torres. Autarca de Marco de Canavezes. O seu caso ultrapassou as fronteiras de Portugal. Corrupção, peculato, abuso de poder, falsificação de documentos, etc. É um caso paradigmático do baixo nível que atingiu a política em muitas autárquicas.

. António Cerqueira. Autarca em Vila Verde. Acabou por ser condenado por peculato, abuso de poder e falsificação de documentos (cinco anos de cadeia).





Partido Comunista Português (PCP)

Presidentes de Câmaras Municipais

. Jacinta Ricardo. Autarca do Montijo. É um dos casos raros deste partido. Foi condenada por peculato de uso.

.Patacão Rodrigues. Autarca de Vila Viçosa. Caiu nas malhas da justiça e foi condenada por fraude.

.

.

Corrupção nos Aparelhos Partidários

Apesar dos vários estudos sobre a corrupção nos partidos políticos em Portugal, ainda estamos longe de obter um padrão sobre o modo de actuação e o perfil dos políticos corruptos. Não é também fácil dizer com segurança, qual é o partido onde eles proliferam em maior número. A maioria dos estudiosos parece estar de acordo sobre o seguinte:

1. A ascensão destes político nos aparelhos partidários parece estar ligada aos meandros dos financiamentos partidários. A regra parece ser esta: Quem consegue angariar mais dinheiro é quem tem melhores hipóteses de ascensão e de mais rapidamente criar à sua volta redes clientelares. Um factor decisivo para continuarem na vida pública e desfrutarem da protecção dos respectivos partidos.

2. Ao nível da administração central do Estado, estes políticos corruptos têm uma especial atracção pelos cargos onde se efectuam grandes compras, estabelecem-se contratos ou concessões muito lucrativas. A experiência demonstra que é nestas operações que se conseguem importantes comissões que são depositas em paraísos fiscais ou nas contas secretas dos aparelhos partidários. Muitos donativos para as campanhas eleitorais são pagamentos por favores concedidos. Regista-se um rápido enriquecimento dos membros partidários envolvidos neste tipo de negócios.

3. Ao nível da administração local, a panóplia é vasta para todo o tipo de desvios dos fundos públicos ou práticas de corrupção. As áreas mais apetecíveis são as do urbanismo e dos licenciamentos imobiliários, embora o leque de oportunidades de seja muito amplo para os autarcas corruptos (Licenças, alterações de projectos, contratos, concursos, empresas municipais, negócios paralelos, compras fictícias, etc). As formas de enriquecimento destes políticos são em geral mais lentas do que as que se registam ao nível do aparelho central do Estado. Na maioria dos casos não é o próprio que enriquece, mas um familiar ou alguém muito próximo e da sua total confiança.


...

Anónimo disse...

Para que alguém possa reflectir de uma forma honesta.

Partidos e Movimentos Políticos

A história dos regimes democráticos em Portugal, desde 1820, continua a ser marcada pela tendência para a constituição de dois grandes partidos que alternam entre si no poder. A 3ª. República, iniciada em 1974, não tem sido nenhuma excepção. PS e PSD são os dois maiores partidos e dominam o aparelho de Estado e as autarquias. Os restantes partidos procuram combater esta tendência, mas sem grande êxito. Os restantes movimentos políticos, como os anarquistas e os ecologistas, funcionam espaços de crítica dos descontentes do regime. A sua maior ou menor expressão, depende do estado de adormecimento da sociedade portuguesa.

Após 30 anos de regime democrático, na 3ª. República, os partidos políticos revelam as mesmas tendências que conduziram ao seu descrédito no passado:

1. Fecharam-se à sociedade, constituindo neste momento verdadeiros obstáculos à participação política dos cidadãos. A sua reflexão política é em geral mediocre ou inexistente.

2. Povoaram-se de profissionais da política, na sua maioria mediocres e sem qualquer sentido patriótico ou de Estado. Distribuem entre si os cargos públicos, impedindo a renovação da classe política e a ascensão dos mais competentes. O grande critério para a sua ascensão não é a competência ou seriedade revelada na vida pública, mas sim a sua capacidade para angariar fundos para o Partido, não importa o expediente usado.

3. O clientelismo, as cunhas, o amiguismo e a oferta de cargos públicos para retribuir favores ou fidelidades partidárias tornou-se uma prática banal nos partidos políticos. As juventudes partidárias tornaram-se em verdadeiras escolas de arrivistas, que desde muito cedo medram e vivem na dependência dos lóbis partidários.

4. Praticam uma política orientado pelos seus impactos mediáticos, de forma a granjearem alguma notoriedade pública;

5. Estabeleceram uma confusão entre interesses privados e interesses colectivos. Tornou-se cada vez mais frequente, por exemplo, verem-se deputados ligados lóbies financeiros, grupos estrangeiros, etc. Os elevados custos das actuais campanhas eleitorais, assim como a própria manutenção de pesadas estruturas partidárias, impeliram os próprios partidos a procurem fontes de financiamento através de processos que estão no limiar da corrupção e da marginalidade.
...................................
Figuras Polémicas dos Partidos em Portugal

(3ª. República)

Ao longo de mais de 30 anos de Democracia muitos tem sido os políticos, cuja opinião pública se divide sobre os seus processos de actuação. Os motivos são os mais diversos: fuga aos impostos, enriquecimento rápido e inexplicável, favorecimento de grupos privados aos quais se encontram ligados, etc. Há de tudo. Muitos poucos pediram a demissão dos cargos que ocupavam quando foram descobertos. A maioria continua ligada ao aparelho de Estado ou a empresas e instituições públicas, apoiada pelos respectivos partidos, resistindo a ventos e a marés.

A maioria dos investigadores afirma que ainda não é possível definir o perfil do político corrupto, dada a enorme diversidade dos actores envolvidos e dos seus percursos profissionais e políticos.

Muitos actos considerados corrupção na comunicação social, são interpretados pelos aparelhos partidários como actos pouco éticos, simples descuidos, vontade de fazer coisas contornando a burocracia, etc.

Quando são denunciados, os partidos tendem a reagir segundo uma lógica corporativa. O partido une-se na sua defesa e os denunciantes são acusados de estarem a montar uma cabala política para os destruírem. A mensagem que acabam por transmitirem é de enorme cumplicidade com estas práticas e de muito pouca exigência moral no recrutamento dos seus membros.

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Partido Socialista (PS)

. Armando Vara. Deputado. Ministro da Administração Interna no segundo governo de António Guterres.Armando. Foi afastado do governo devido à polémica em torno da Fundação para a Prevenção e Segurança (Dezembro de 2000). Esta Fundação privada, de legalidade duvidosa, fora constituía por dinheiros quase exclusivamente públicos. Tratava-se provavelmente de mais uma expediente para sacar dinheiro do Estado para fins que não chegaram a ser apurados.



. Pina Moura. Antigo membro do Partido Comunista Português (PCP), onde se destacou com um feroz estalinista e anti-capitalista.



Após a queda do muro de Berlim (1989), abandona o PCP ingressando pouco depois no PS. Foi eleito deputado por este partido. No governo de António Guterres, desempenhou o cargo de ministro da Economia e das Finanças (Outubro de 1999 e Setembro de 2000) e depois de ministro das Finanças (Setembro de 2000 a Julho de 2001). No PS torna-se um acérrimo defensor do capitalismo e do modelo neoliberal.



Á frente da pasta da economia, negoceia a entrega de grande parte do sector energético português a grupos espanhóis (Iberdrola) e italianos (ENI).



Durante a sua passagem pelo governo, o país deixa de convergir com a União Europeia. É um dos obreiros dos problemas que Portugal presentemente atravessa.



Após ter saído do governo é nomeado gestor da empresa espanhola em Portugal, a cuja entrada no sector energético esteve ligado enquanto ministro. Apesar esta aberrante situação, o PS (dirigido por José Sócrates) coloca-o de novo num lugar elegível, acabando por ser re-eleito deputado (2005).



Em simultâneo com a sua posição de deputado de Portugal, é publicamente um defensor dos interesses espanhóis que procuram controlar o sector energético português. Um "traidor" afirmam uns, outros dizem apenas que não tem princípios éticos. Portugal mostra-se perplexo com o tipo de deputados republicanos que possui.



Pina Moura torna-se, em 2005/2006 no símbolo de um vasto grupo nefastos deputados, que desde meados dos anos 80 tem povoado a Assembleia da Republica. A maioria deles, não tem quaisquer princípios ético-políticos, são meros serviçais de grupos económicos portugueses ou estrangeiros. Alguns já caíram nas malhas da Polícia Judiciária, outros tem-se safado.





. Carlos Melância. Antigo governador de Macau. Foi acusado de corrupção passiva, e após uma longa batalha judicial acabou ilibado.



Presidentes de Câmaras Municipais

. Abílio Curto. Autarca da Guarda. Entre 1977 e 1995 foi rei e senhor da Guarda. Quando era já impossível esconder tanta roubalheira, acabou por ser condenada a 3 anos e 6 meses de prisão, com pena suspensa.

. Fátima Felgueiras . Autarca de Felgueiras. É acusada de quase tudo: corrupção, peculato, abuso de poder, participação em negócio fraudulentos. Avisada que iria ser presa, fugiu para o Brasil, onde esteve furagida mais de dois anos. Voltou para disputar as eleições de 9 de Outubro de 2005.

. José Judas. Autarca de Cascais.

. Luís Monterroso. Autarca da Nazaré. Após anos a fio de ilegalidades, acabou por ser condenado por falsificação de documentos e burla agravada.

. José Manuel Custódio. Autarca da Lourinhã. Após anos a fio de ilegalidades, foi condenado por burla agravada (três anos de prisão com pena suspensa).

. João Luís Semedo. Autarca de Fronteira. Após anos a fio de ilegalidades, acabou por ser condenada por burla agravada e falsificação de documentos.

. Júlio Santos. Autarca de Celorico da Beira (1993-2002). Acabou por abandonar a presidência por alegada corrupção.

. Artur Borges. Autarca de Baião. Após anos de irregularidades, acabou em 1992 nas malhas da justiça, acusado de peculato de uso.

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Partido Social-Democrata (PSD)



. Alberto João Jardim. Presidente do governo regional da Madeira. Uma figura incontornável quando se fala de corrupção, peculato, abuso de poder, etc.

. Dias Loureiro. Antigo ministro de Cavaco Silva. Dirigente do PSD. Nos anos 80 era ainda um simples advogado. Após ter saído do governo aparece à frente de várias empresas. Entre os seus amigos em Espanha, segundo a imprensa deste país, estão alegados traficantes de armas.

. Duarte Lima. Dirigente do PSD. Um caso espantoso de enriquecimento extraordinariamente rápido, ao que se apurou a vender obras de arte aos amigos.

. Cruz Silva. Deputado. O ministério público acusa-o de ter lesado o município de Águeda, numa venda fictícia de materiais. Neste negócio fradulento terá com o próprio presidente da autarquia e seu correligionário (Castro Azevedo). Alguns erros processuais, acabaram por o ilibar (Em caso de dúvida absolva-se o réu).

. António Preto. Deputado. A PJ investigando um caso de corrupção, descobriu-o a receber pagamentos em malas cheias de dinheiro. O seu lema parece ser: Nada de cheques, transferências bancárias ou papéis escritos.



Presidentes de Câmaras Municipais

. Valentim Loureiro. Autarca de Gondomar. Há anos que é apontado como estando envolvido em negócios escuros, a Polícia Judiciária (PJ) descobriu apenas ligações à casos de corrupção no mundo do futebol.

. Isaltino de Morais. Autarca de Oeiras. Após vários mandatos à frente da autarquia, este funcionário público, tem afinal uma choruda conta nos bancos da Suíça, em nome de um primo (imigrante e condutor de taxi).

.João Rocha. Autarca de Vagos. Após anos a fio de irregularidades, em 2001, acabou por ser condenado por corrupção passiva, burla agravada, prevaricação e furto de documentos.

. Mário Pedra. Autarca de Valença. Após anos a fio de irregularidades, acabou por ser condenada por corrupção passiva e falsificação de documentos.

. Luís Gabriel Rodrigues. Autarca de Santa Cruz, Madeira. Após anos a fio de irregularidades acabou por ser condenada por burla qualificada, peculato e falsificação de documentos.

. Emília Silva. Autarca de Baião. Um caso de que ilustra as formas imaginativas, como se pode enriquecer à frente de uma autarquia.



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Partido Popular (CDS/PP)

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. Paulo Portas. Líder partidário. Professor na Universidade Moderna

. Nobre Guedes. Dirigente partidário. Ministro do Ambiente de Santana Lopes.Em Abril de 2005, vem a público uma alegada prática de corrupção e tráfico de influências na aprovação de um empreendimento de uma empresa do Grupo Espírito Santo (GES), na herdade Vargem Fresca, em Benavente. Por detrás deste licenciamento estaria o financiamento da campanha eleitoral do CDS/PP.

. Abel Pinheiro. Dirigente partidário. Foi preso por envolvimento no mesmo caso onde aparece Nobre Guedes.



Presidentes de Câmaras Municipais

. Avelino Ferreira Torres. Autarca de Marco de Canavezes. O seu caso ultrapassou as fronteiras de Portugal. Corrupção, peculato, abuso de poder, falsificação de documentos, etc. É um caso paradigmático do baixo nível que atingiu a política em muitas autárquicas.

. António Cerqueira. Autarca em Vila Verde. Acabou por ser condenado por peculato, abuso de poder e falsificação de documentos (cinco anos de cadeia).





Partido Comunista Português (PCP)

Presidentes de Câmaras Municipais

. Jacinta Ricardo. Autarca do Montijo. É um dos casos raros deste partido. Foi condenada por peculato de uso.

.Patacão Rodrigues. Autarca de Vila Viçosa. Caiu nas malhas da justiça e foi condenada por fraude.

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Corrupção nos Aparelhos Partidários

Apesar dos vários estudos sobre a corrupção nos partidos políticos em Portugal, ainda estamos longe de obter um padrão sobre o modo de actuação e o perfil dos políticos corruptos. Não é também fácil dizer com segurança, qual é o partido onde eles proliferam em maior número. A maioria dos estudiosos parece estar de acordo sobre o seguinte:

1. A ascensão destes político nos aparelhos partidários parece estar ligada aos meandros dos financiamentos partidários. A regra parece ser esta: Quem consegue angariar mais dinheiro é quem tem melhores hipóteses de ascensão e de mais rapidamente criar à sua volta redes clientelares. Um factor decisivo para continuarem na vida pública e desfrutarem da protecção dos respectivos partidos.

2. Ao nível da administração central do Estado, estes políticos corruptos têm uma especial atracção pelos cargos onde se efectuam grandes compras, estabelecem-se contratos ou concessões muito lucrativas. A experiência demonstra que é nestas operações que se conseguem importantes comissões que são depositas em paraísos fiscais ou nas contas secretas dos aparelhos partidários. Muitos donativos para as campanhas eleitorais são pagamentos por favores concedidos. Regista-se um rápido enriquecimento dos membros partidários envolvidos neste tipo de negócios.

3. Ao nível da administração local, a panóplia é vasta para todo o tipo de desvios dos fundos públicos ou práticas de corrupção. As áreas mais apetecíveis são as do urbanismo e dos licenciamentos imobiliários, embora o leque de oportunidades de seja muito amplo para os autarcas corruptos (Licenças, alterações de projectos, contratos, concursos, empresas municipais, negócios paralelos, compras fictícias, etc). As formas de enriquecimento destes políticos são em geral mais lentas do que as que se registam ao nível do aparelho central do Estado. Na maioria dos casos não é o próprio que enriquece, mas um familiar ou alguém muito próximo e da sua total confiança.


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Jorge Rojão disse...

Esta resposta do sr. Vilar não tem nexo algum e demonstra bem o estado de desespero em que se encontra.
Denota a revolta por ver quase semanalmente mais um episódio da sua triste histório de tráfico de influências, no mínimo.
Em Coimbra está queimado.
Nem que o seu processo seja arquivado. Meu amigo: a cidade já tem a imagem de si que tem de ter, independentemente do resultado do seu processo.
Já agora, conseguiu algum resultado com o repasto que marcou com o Domingos Névoa e o Mário Ruivo da Segurança Social ?

Jorge Rojão disse...

Sabe que por acaso encontrava-me no mesmo restaurante.
A Braga Parques queria mais um parquito na Fernão Magalhães...e logo o terreno ser do Estado-Segurança Social...que interessante! Queriam comprar aquela mina de oiro por tuta e meia para depois vender por 20 x mais, ou preferia a Braga Parques construir um parque de estacionamento e pô-lo a rendas milhões???
E quanto ganhariam os intervenientes na negociata?!

Brecht disse...

A melhor maneira de responder a um mau argumento é deixa-lo continuar.

Sydner Smith (1771-1845)

Anónimo disse...

Doeram-se ou doeu ao RA?

Anónimo disse...

Os amigalhotes estão a ficar nervosos. O gajo, quer se goste ou não dele, não tem papas na língua.
Agora já admitem a sua absolvição e continuam a querer achincalhá-lo, mas pelo que li no seu artigo ele tem estaleca para vos aguentar.

Ricardo disse...

Válha-me deus, associar partido A ou partido B a clientelismos é completamente disparatado. Todos quando chegam ao peleiro o fazem para poderem sobreviver nesse mundo. As camaras estão de tal modo endividadas que para poderem apresentar obra feita no fim do mandato têm de fazer o jeito a meia-duzia de empreiteiros. De outra maneira não dá porque o orçamento não chega. E não chega porquê? aí já é co-culpada a administração central que permite que se criem estruturas megalomanas, despendiosas e que não funcionam. Há tanta gente a trabalhar nas camaras que ninguem sabe onde acaba a responsabilidade de um e começa a responsabilidade de outro. E se é um assunto prblemático é facil delegar noutra pessoa sistemáticamente.
Este país queria era uma limpeza geral.
http://chavedespedro.blogspot.com/

Ricardo disse...

Válha-me deus, associar partido A ou partido B a clientelismos é completamente disparatado. Todos quando chegam ao peleiro o fazem para poderem sobreviver nesse mundo. As camaras estão de tal modo endividadas que para poderem apresentar obra feita no fim do mandato têm de fazer o jeito a meia-duzia de empreiteiros. De outra maneira não dá porque o orçamento não chega. E não chega porquê? aí já é co-culpada a administração central que permite que se criem estruturas megalomanas, despendiosas e que não funcionam. Há tanta gente a trabalhar nas camaras que ninguem sabe onde acaba a responsabilidade de um e começa a responsabilidade de outro. E se é um assunto prblemático é facil delegar noutra pessoa sistemáticamente.
Este país queria era uma limpeza geral.
http://chavedespedro.blogspot.com/

Anónimo disse...

A ilustres intelectuais como vocês eu sugiro uma visita ao site www.queromaisbrasil.com.br já é hora dos cidadãos fazerem valer seu papel e é impotante que haja o apoio de populares e da elite intelectual.

Anónimo disse...

Olha a censura.

Anónimo disse...

O sr. Vilar esté completamente desnorteado. Só assim é possível explicar o conteudo do seu escrito. Pergunta-se ao sr. Luis Vilar qual o "concurso" que esteve na origem das suas funções de acessor do Governador Civil, de vereador da CMC, de vogal da RTC, de consultor da TCN, bem como dos "concursos" que estiveram na origem das funções que o sr. José Ribeiro, o sr. Tenreiro e esposa, e a filha de um conhecido socialista de Souselas e ex vereador da CMC, desempenham na Região de Turismo

Anónimo disse...

A lógica do Vilar sempre foi e será a lógica da batata.

Anónimo disse...

ILUSTRE SOLDADO DO PELOTRÃO VILAR DAS 2:53 PM :

NERVOSO ESTÁ A FICAR O SR. LUIZE BILARE. AH! POIS É.
O NERVOSISMO É TAL QUE AGORA ATÉ RESPONDE PARA UM JORNALISTA...MEUS DEUS! E QUE RESPOSTA DESNORTEADA!

Anónimo disse...

O desnorte ainda vai no inicio. Com os desenvolvimentos futuros dos imbróglios em que está metido, e enquanto não sair de Coimbra para Lisboa, vão aumentar os disparates do sr. Luize Bilare ( parabéns ao autor).