terça-feira, dezembro 20, 2005

CONTRIBUTOS DE CAVACO SILVA PARA O ESTADO CALAMITOSO DA ECONOMIA PORTUGUESA. AFINAL OS ERROS SÃO DE RIGOROSAMENTE TODOS E NÃO HÁ MITOS NA ECONOMIA.


Pedro Osório e José Jorge Letria, da direcção da SPA, explicaram à comissão parlamentar as "razões específicas" do estatuto do autor, sublinhando que este pode ter de gerir grandes rendimentos num ano e estar outros anos sem qualquer rendimento.Em causa está a proposta do Orçamento de Estado para 2005, que no artigo 56º do Estatuto dos Benefícios Fiscais prevê a cobrança por inteiro do IRS a todos os rendimentos de autores, a partir de 54 mil euros.
Esta medida contraria o decretado em 1989 pelo Governo de Cavaco Silva que beneficiava os autores permitindo que o IRS apenas incidisse sobre 50 por cento dos seus rendimentos.
Por seu turno, o deputado do PSD Pedro Alves disse compreender as razões da SPA, mas advertiu que "o país atravessa um momento de crise". "O Governo tomou esta posição devido ao estado em que o país se encontra e não por menosprezo das comunidades cultural e intelectual", salientou. "Seria, todavia, importante apresentar outras soluções para ajudar os autores", acrescentou.
O deputado do CDS-PP João Abrunhosa reiterou a posição de Pedro Alves acrescentando que o "benefício fiscal não é a única maneira de incentivar os criadores".

LUTAR CONTRA O ESQUECIMENTO.



Jornal de Noticias 03 de Maio de 2002:
Direito de informar ainda sofre atropelos
Embora constitucionalmente salvaguardado, o acesso a fontes é um dos obstáculos com que os jornalistas se deparam regularmente
INÊS CARDOSO


" ... Em 1989, as eleições para o Parlamento Europeu davam um resultado de crescimento ao PS. Numa noite eleitoral azeda, na sede do PSD anunciava-se à Imprensa que apenas haveria declarações de Cavaco Silva para a (então única televisão) RTP. Os jornalistas tomaram uma decisão unânime: voltaram costas e foram embora...".

O PREÇO DA IMAGEM.


" ... Não nos contentamos com a vida que construimos para nós. Queremos viver fabricando ideias de nós nos outros. Esforçamo-nos por criar imagens do que gostaríamos de ser, mas não somos. Fazemos por conservar aquele ser imaginário, o mais próximo possível do ideal. Somos valentes para adquirir a reputação de que não somos proprietários. É um sinal da capacidade do nosso ser o de não estar satisfeito com uma coisa sem a outra.O homem que não vivesse para conservar virtudes existentes e não existentes seria infame. O facto é que temos sempre uma parte bem escondida de nós, como os icebergs na antártida ..."
Lautréamont, in 'Poesias'

SOARES E CAVACO FALAM UM DO OUTRO.


Cavaco Silva: " ... estou convencido que Mário Soares sentiu a derrota do PSD nas legislativas de 1995 como uma vitória sua, mas incompleta porque eu, por decisão própria, não estava em causa ...".
in autobiografia Política II

Mário Soares: " ... considero-o genericamente um homem correcto, competente na sua área, eficaz, embora sem aquilo que Sá-Carneiro chamava o "golpe de asa" (...) o que falta a Cavaco é "golpe de asa"...".
in Soares, O Presidente

Cavaco Silva não pode dizer, com honestidade intelectual, que, por decisão própria em 1995 ele, Cavaco, não estava em causa. É óbvio que era mesmo aquele que mais estava em causa, caso contráro seria para todos muito fácil fugir às críticas e responsabilidades, saindo pelo próprio pé antes do veredicto popular.
Cavaco em 1995, sem pré-aviso e sem preparar o partido que fez dele Primeiro-Ministro, o PSD, foi embora deixando Fernando Nogueira com o "menino nos braços" e isso muitos terão esquecido, mas eu, como social democrata não esqueci.
Como não esqueci o que Cavaco fez ao PPD/PSD nas últimas eleições e, até mesmo, ao governo de coligação PSD/PP.
Cavaco apoiou-se no partido socuial democrata quando era um ilustre desconhecido, ganhou asas à custa do PPD/PSD, esteve 12 anos na política activa como Primeiro-Ministro, poderá vir a estar mais 10 anos na Presidência e tem a "lata" de afirmar que, com 22 anos de política activa ao mais alto nível, não é político profissional.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

PRENDINHAS DE NATAL PARA TODOS.


São os votos sinceros de todos os mosqueteiros do Politicaehouse.

HO HO HO HO

RECORDAR O DIÁRIO DE NOTÍCIAS


Ainda sobre o mesmo tema, e deixando antever que aquelas obras lançadas por José Sócrates poderão não ter vida fácil caso venha a ocupar o Palácio de Belém, Cavaco Silva lembra "Recordo-me de que, nos anos 70, quando fui estudante em Inglaterra, tive de me debruçar sobre um estudo de análise custo- -benefício relativo à construção do terceiro aeroporto de Londres, o que acabou por não se realizar.
E sublinha "Nunca aceitaria fazer qualquer negociação com interesses partidários ou de grupo sobre uma candidatura à Presidência da República. Se me candidatar à Presidência da República, serei eu, Anibal Cavaco Silva a vence-las ou a perdê-las"
Noutro dos desabafos sobre a crise do País e o papel do próximo Presidente não podia ser mais explícito sobre a sua disponibilidade "O Presidente da República (PR) tem que ser capaz, no quadro das competências previstas na Constituição, de ajudar a construir um futuro melhor." Sublinhando que fala na sua qualidade de "cidadão", Cavaco diz desejar "que o próximo PR tenha capacidade" para "contribuir activamente para vencer a grave situação em que o País se encontra, principalmente no domínio económico e social, e inverter o ciclo de estagnação em que está mergulhado".

sexta-feira, dezembro 16, 2005

RECORDAM-SE DA EMPRESA MUNICIPAL DE TURISMO DE COIMBRA ? AINDA É PARA CRIAR ?

In edição de Segunda-feira, 29 de Novembro de 2004 , do DN

A Comissão para a Europa da Organização Mundial de Turismo (OMT) realiza em Coimbra, em Maio, a sua 43ª reunião anual. O encontro, em que participarão representantes dos 39 países que integram aquela estrutura, será uma «oportunidade extraordinária» para a cidade e região «levarem a marca Coimbra à Europa e ao mundo», acredita o vice-presidente da Câmara.

Estes dados são mais uma das razões que fazem com que Coimbra aposte no evento, aproveitando «a presença de decisores» de tantos países (de referir, a propósito, que a Comissão para a Europa da OMT agrega ainda 350 filiados do sector privado, escolas e associações, entre outras entidades), para promover a marca Coimbra, a região e a própria Empresa Municipal de Promoção de Turismo, a constituir no primeiro trimestre de 2005.

Ainda pensam em contribuir mais para o defict, criando mais uma empresa municipal de turismo è semelhança da da Figueira que se transformou num buraco negro ?

LIMITES DO INDIVIDAMENTO DO GOVERNO ? LEMBRAMOS AO VEREADOR MARCELO QUE ESSA MEDIDA É DA SUA COMPANHEIRA MANUELA FERREIRA LEITE .

In Diário de Coimbra

" ... Marcelo Nuno insistiu no facto de o documento estar condicionado pela dívida de curto prazo (25 milhões de euros) e o «problema de liquidez» da Câmara de Coimbra, mas também pelos limites de endividamento impostos às autarquias pelo Governo...".

Esta medida foi tomada por um governo do PSD-CDS/PP e foi continuada pelo Governo Socialista. Se dúvidas houvesse quanto à sua justeza, práticas como as da Câmara de Coimbra demonstram que ela é mais que certa.

CÂMARA DE COIMBRA APERTA O CINTO. 80% DO ORÇAMENTO É PARA DESPESAS CORRENTES, FICANDO O INVESTIMENTO NA CIDADE COMPROMETIDO.

Hoje no diário de Coimbra

" ... Apesar do seu voto de abstenção, o vereador socialista Victor Baptista não teve dúvidas em acusar a maioria de direita de estar a apresentar um «orçamento empolado». Ainda que o documento, com um valor de 142 milhões de euros, já reflicta uma contracção de 26 milhões, relativamente ao aprovado para o corrente ano (168 milhões). Segundo Baptista, o problema do orçamento de 2006 está, desde logo, no facto de prever uma receita de 30 milhões de euros na venda de património. «A câmara tem terrenos de seis milhões de contos para vender?», perguntou.O vereador da coligação PSD/PP/ /PPM que apresentou as linhas gerais do orçamento e a quem era dirigida a pergunta, Marcelo Nuno, não respondeu ao vereador do PS. No final, Baptista diria que, sem aqueles 30 milhões de euros de receitas, o orçamento será, na realidade, de cerca de 110 milhões. E destes, 80% destinam-se ao pagamento de despesas correntes e apenas 20% a investimento, lamentou o edil socialista..."

O Politicaehouse gostaria de saber quanto representam os vencimentos dos boys e girls laranja nestas despesas correntes ?

quinta-feira, dezembro 15, 2005

DECLARAÇÕES DE ALEGRE FORAM INFELIZES



Manuel Alegre critica Jorge Coelho por, hoje, ter apelado à desistência de todos os candidatos à esquerda em favor de Mário Soares, como forma de verdadeiramente tornar possível, ainda, uma vitória contra a direita de Cavaco Silva. Alegre acha estranho que dirigentes partidários socialistas conheçam antecipadamente sondagens que ainda não foram publicadas.
Pois é. Mas sucede que a sondagem em causa é uma sondagem da SIC/Universidade Católica e a SIC acaba de responder a Manuel Alegre dizendo que informaram ontem todas as candidaturas dos resultados da referida sondagem, a ser publicada amanhã.
Mais salienta o canal televisivo SIC que Helena Roseta, ontem, falava abertamente desses resultados, note-se desconhecidos ainda para o grande público, reconhecendo terem sido enviados para a sede de candidatura de Manuel Alegre.

As imagens do debate.












O DEBATE ALEGRE / SOARES EM ANÁLISE.


Manuel Alegre entrou melhor no debate de ontem à noite, mas depois deixou transparecer um desconhecimento total dos poderes presidenciais que, talvez para muitos não, mas para quem acompanha a política, como eu, não me surpreendeu.
Alegre é sobretudo um poeta e, também, um excelente tribuno, no fundo, um bom parlamentar. Não é, nem se sente bem nesse papel, um executivo, e nunca foi um "trabalhador", um "fazedor" político. Ora quem nunca fez e nunca aceitou fazer é fácil colocar-se sistematicamente no papel crítico, ao lado dos insatisfeitos.
Mário Soares não entrou bem, não concordo com ele quando afirma que um candidato presidencial deve ter apoios partidários. Entendo que não. Alegre esteve bem na resposta e tem razão sobre a sua legitimidade para ser candidato presidencial. Porém, já não tem razão Alegre quando mantém os cargos que ocupa de indicação partidária, apesar de eleitos, como sendo o seu cargo de deputado socialista e de Vice-Presidente da Assembleia da República por indicação do PS. Aí há claramente, não ilegitimidade, não violação da Constituição da República, mas falta de ética política.
Soares esteve bem ainda na demonstração da sua experiência presidencial, revelando a necessidade de construir consensos e conseguiu demonstrar que Alegre seria um presidente radical, crispado e com falta de sensibilidade/experiência para moderar e equilibrar os vários papeis das instituições democráticas.
Quanto à questão da experiência versus renovação, bom Manuel Alegre é dos últimos que pode abertamente falar de renovação, ele que permanece no parlamento nacional há 30 anos, e há vários como Vice-Presidente da Assembleia da República, sem nunca ter tomado a iniciativa de contribuir ele próprio para a renovação da classe política. A renovação deve começar noutros órgãos do Estado, não pode começar no telhado da hierarquia, ou seja na Presidência da República.
Última Nota: Manuel Alegre surpreendeu-me, pela negativa, quando afirma que dissolveria o parlamento se as águas fossem privatizadas ( não que eu não concorde que a água é um bem essencial ) não percebendo que isso é responsabilidade de um Governo. E se depois da dissolução o mesmo partido vencesse as eleições. Como ficaria a posição deste Presidente ?

Será fama ou publicidade? E a Ordem dos Advogados o que vai fazer?