
Pragabarques...
As polémicas envolvendo a firma Bragaparques começaram com a suspeita de que o empresário Domingos Névoa terá manifestado a disposição de dar 200.000 euros ao vereador José Sá Fernandes (Câmara de Lisboa) para ele deixar de questionar uma permuta de terrenos.Domingos Névoa também foi constituído arguido em Coimbra. O advérbio (também) tem duplo alcance neste contexto. Significa, por um lado, que Luís Vilar, dirigente do PS e amigo do empresário, já tinha sido constituído arguido e, por outro, que Névoa é arguido em inquéritos a correr em Coimbra e na capital. Pela amplitude da coisa, parece ter caído uma praga sobre a firma de Braga; a ponto de já fazer sentido falar da Pragabarques...
Não há duas sem três...
Em declarações ao Diário de Coimbra, Luís Vilar estranhou que ainda não tenha sido passado a «pente fino» um negócio da Bragaparques em Almada, cuja Câmara Municipal é da CDU.
O que também é de estranhar, por outro lado, é o facto de o presidente da Comissão Concelhia do PS/Coimbra se ter escusado a confirmar a sua condição de arguido, sendo que ele suspendeu o mandato de vereador há nove meses por causa disso. Ainda assim, o dirigente socialista admite “repensar a intenção de não ocupar qualquer autárquico”. Será que, em coerência com o mesmo princípio, Luís Vilar também vai suspender o mandato de vogal da Comissão Executiva da Região de Turismo do Centro? E, como não há duas sem três, Vilar também acabará por suspender o exercício do cargo de líder local do PS/Coimbra? Apesar de ele desfrutar da presunção de inocência, “a democracia é incompatível com um estado de suspeição”, como lembrou o director do Diário de Notícias, em recente editorial.