quinta-feira, julho 20, 2006

A MAIORIA DAS INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS RESULTAM DE IMPORTANTES INVESTIGAÇÕES JORNALÍSTICAS.

Há políticos que tentam calar jornalistas
Manuel Rosa Santos
in: www.campeaoprovincias.com

Não é um problema novo, mas tem evoluído nos últimos anos, com os ditos indivíduos inatingíveis a ditar aquilo que aos jornalistas compete (não) informar da verdade, principalmente, quando as notícias atingem a ‘tranquilidade’ dos primeiros.
1- Como pessoa no exercício pleno de cidadania, membro de um grande partido politico, para além da colaboração por mim prestada à coisa pública, não posso, não quero, e não devo deixar passar incólume algo de grave que ocorre e aos portugueses deve ser explicado de maneira clara.
2- Com acuidade, nos últimos tempos, tenho verificado que há pessoas, nomeadamente mais os políticos e os dirigentes de cargos de eleição e de nomeação, para já não falar nos que são intocáveis por natureza, ao serviço (da falta) da Justiça que não se preocupam com os meios utilizados, visando a instrumentalização da comunicação social, por norma, indirectamente, mas com intenções gravosas bem alicerçadas, tendo como objectivo afectar ou mesmo tentar impedir desenvolvimentos naturais de trabalhos, averiguações ou mesmo investigações feitas por quem de direito no plano jornalístico e judicioso. Para quê dar exemplos, se não não teríamos espaço no jornal inteiro para descrever tantos casos…
3- O que importa, e parece que neste ponto estaremos todos de acordo, é que, em Portugal, dos cerca de 40.000 casos de actividades ilícitas por conexão ao favorecimento pessoal e face às actividades passíveis de interpretação como corrupção, nos últimos anos, quase todos foram alvo de expediente averiguatório só depois de informação veiculada sobre esses possíveis factos, pela comunicação social, a partir de recolhas feitas por repórteres de investigação jornalística. Não é verdade? Só quem for sacana na sua natureza é que afirmará o contrário
4- Quando alguns jornalistas ‘estragam’ as estratégias habituais em uso pela trupe, o que ocorre desde logo são algumas ameaças, uma veladas e outras há que têm sido explícitas com o intuito de acagaçar os repórteres.
(...)
6- E os jornalistas de investigação, quer faça chuva ou sol, frio ou calor, lá vão de noite e de dia para o terreno à procura da essência em meios perturbados, para que possam converter em factos de apuramento da verdade.(...)
Em Coimbra, também temos jornalistas de investigação. Mas para os deixarmos trabalhar há que acarinhá-los e ajudá-los. Poderá ser que, dessa maneira venham a aparecer ‘lebres e raposas’ nas fraldas da cidade! Os meus parabéns pessoais para os jornalistas de investigação; e também para alguns dos restantes (outros há que até já reformados são a antítese da verdade noticiosa e até exercem cargos de direcção, portanto para esses não!).

2 comentários:

Anónimo disse...

A obrigação de um cidadão é nunca se calar.

GUNTHER GRASS

Brecht disse...

Todo o poder é inimigo natural da inteligência.


"Condorcet"