sexta-feira, novembro 17, 2006

SABEDORIA DE GUSTAVE LE BON


O interesse possui, como a paixão, o poder de transformar em verdade aquilo em que lhe é útil acreditar.
Em economia política, por exemplo, as convicções são de tal modo inspiradas pelo interesse pessoal que se pode, em geral, saber préviamente, conforme a profissão de um indivíduo, se ele é partidário ou não do livre câmbio.
As variações de opinião obedecem, naturalmente, às variações do interesse.
Em matéria política, o interesse pessoal constitui o principal factor.
Os socialistas enriquecidos acabam, em geral, conservadores, e os descontentes de um partido qualquer se transformam facilmente em socialistas.

O interesse moral é freqüentemente um factor de opiniões tão poderoso quanto o interesse material.
O amor-próprio ferido, por exemplo, provoca ódios intensos e todas as opiniões que dai decorrem.

Gustave Le Bon, in 'As Opiniões e as Crenças'

7 comentários:

Anónimo disse...

Grande análise
política e humanitária. Eis uma opinião de fascista.
Justamente um socialista deve agir com o único interesse geral e comum.
De facto não é o caso em Portugal, onde os políticos tiveram formação inicial salazarista, e americanismo bushista como formação permanente.

Anónimo disse...

Ok, fascistas:
"A dificuldade do problema da crença não havia passado despercebida ao grande Pascal. Em um capítulo relativo à arte de persuadir, ele justamente observa que os homens "são quase sempre levados a crer, não pela prova, mas pelo agrado". "Mas, acrescenta ele, a maneira de agradar é incomparavelmente mais difícil, mais subtil, mais útil e mais admirável: assim, se disso não trato, é porque não sou capaz de fazê-lo; e sinto-me de tal modo incapaz que julgo ser inteiramente impossível"".
E eu ainda muito menos, nem tenho desejo nenhum de ser agradável.

Eu vi a luz disse...

A Politica é a arte de impedir as pessoas de se meterem naquilo que lhes diz respeito.

Paul Valéry

pois é disse...

Ordináriamente todos os ministros (politicos)são inteligentes,escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção,vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas.Porém, são nulos a resolver crises.Não têm a austeridade nem a concepção,nem o instinto político,nem a experiencia que faz o ESTADISTA.
É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos politicos.
Politica do acaso ,politica de compadrio,politica de expediente.
País governado ao acaso governado por vaidades e por interesses, por expeculação e corrupção,por privilégio e influência de camarrilha,será possivel conservar a independência?"

(Eça de Queiroz,1867 in "o distrito de Évora")

Camisa Azul disse...

A política não é uma ciência exacta, pelo que cada vez mais a dicotomia direita esquerda se torna obsoleta. Um pensamento chamado Terceira Via começa a crescer. Pensar no geral sem descurar o particular. Cada caso é um caso.

Anónimo disse...

Este VR ...

O FUTURO disse...

Os rapazolas que aqui vão deixando a sua raiva e ódio por terceiros que se afastaram do PS e estão a crescer, a progredir, a serem respeitados cada vez mais, a crescerem empresarialmente..... roam-se de inveja cambada de parasitas Encostem-se à árvore podre do LV