terça-feira, agosto 30, 2005

SERÁ QUE É ABSURDO??

São tantos os gurus da Economia que passam pelo Governo que eu fico espantado.


Um deles o ilustríssimo Doutor Cavaco Silva que ficou com fama de ser um verdadeiro ás da Economia.

Mas tantos outros nomes grandes por lá passaram. Que pela fama dos seus nomes, esperava-se que a economia portuguesa estivesse a vender saúde.

Mas não está.

As figuras ilustres apenas o são no papel dos seus escritos e nas palavras vendidas a peso de ouro nas suas palestras. Nestes truques de enganar pasmado, sabem as figuras ilustres fazer o truque do rei Midas.
Sabem os gurus da Economia e os grandes “empresários” do nosso país. Sabem-no tão bem, que trocam elogios em palco e negoceiam lugares, apoios e mordomias nos bastidores.

Mas o país tem que pagar o teatro.

Para isso, o Estado, assalta as micro, pequenas e médias empresas.
Sim. Escrevi ‘assalta’. Mas podia ter escrito ‘rouba’sem poder ser acusado de ter usado um termo de “mau tom”.
O estado rouba as MPME porque taxa os impostos (IRC e IVA) sobre os recibos em vez de recaírem sobre as facturas.

Parece um pormenor.

Uma coisa menor sem real importância.
Mas não é.
Vejam: uma empresa A vende um produto à empresa B;

passa factura em como entregou o produto por um preço X e a receber essa quantia a 30 dias (a maior parte das empresas só recebe a 90 dias, quando tudo corre bem);

o IVA recai imediatamente e o IRC também, sem que a empresa A recebesse nada da B;

ou seja, ficou sem o produto e ainda pagou ao Estado.


Claro que a empresa A pode não vender nessas condições, mas sujeita-se a não ter mercado.
Agora imaginem as empresas do senhor engenheiro Belmiro de Azevedo (que elogiou Cavaco Silva à pouco tempo), compram os produtos às pequenas fábricas portuguesas. Com prazos de pagamento nunca inferiores a 120 dias e preço super negociado mas acenam com as enormes quantias de encomenda e com a visibilidade dos produtos.
Nestas condições, como acham que fica a nossa Economia?
Pois fica como está, com tendência a piorar.
E os elogios em palco continuam com as negociatas nos bastidores.

Acham absurdo que os impostos taxados às empresas, seja sobre os recibos em vez de recair sobre as facturas?

11 comentários:

Anónimo disse...

Não meu amigo, o Estado taxa os impostos sobre as facturas em vez de recairem sobre os recibos!!!!

sargento_pimenta disse...

Mas é claro.

O Estado taxa sobre as facturas, mas deveria ser sobre os recibos.
Será que alguém, da área da Economia, pode explicar a justiça disto?!

afp763389 disse...

... :)

Anónimo disse...

E muitas vezes a situação ainda se revela mais escandalosa.

A empresa "A" vende, por exemplo a uma câmara municipal ou a um organismo público. Bom, que que às câmaras diz respeito, a maior parte delas paga MUITO TARDE e a MÀS Horas. Quanto aos organismos públicos, há de tudo.

Pois bem, o que sucede é que a empresa "A", até ao dia 10 do segundo mês após emissão da factura, vai ter que entregar ao Estado o IVA facturado. Imensas vezes sem o ter recebido, sendo que nestas situações o Estado exige por um lado e não cumpre por outro.

Informem-se a quantos dias é que a CMC paga aos seus fornecedores. Vão concluir que as empresas teêm de adiantar dinheiro aos organismos públicos que ainda não receberam desses organismos públicos.

É o Estado no seu melhor. Quem disse que o Estado é pessoa de bem????? Satnta ingenuidade....

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

Ó MEUS AMIGOS: NÃO PODE HAVER ESSA DISTINÇÃO PORQUE DISTINGUIR ISSO SERIA ADMITIR E PIOR DAR DE BARATO QUE A UMA FACTURA NÃO CORRESPONDE UM RECIBO, OU SEJA, A UM SERVIÇO OU A UMA AQUISIÇÃO DE BEM NÃO CORRESNDERIA UM RECIBO. ACHAM BEM ?
A UMA FACTURA TEM NECESSARIAMENTE DE CORRESPONDER UM RECIBO AMIGOS!

Manuel da Gaita disse...

O MELHOR É EM VEZ DE FACTURA OU RECIBO, O PESSOAL PASSAR A ENTREGAR UMA COISA ESQUISITA CHAMADA "CONSULTA DE MESA" QUE NÃO TEM QUALQUER VALIDADE FISCAL MAS ESTÁ MUITO EM VOGA NOS RESTAURANTES DESTE PAÍS.

COM ESTE MÉTODO APENAS PAGAMOS OS IMPOSTOS QUE QUEREMOS, FICAMOS COM O DINHEIRO DO IVA DOS CONTRIBUINTES, ETC...

SE O ESTADO QUER ARRECADAR MAIS IMPOSTOS, ENTÃO DEVERIA COMEÇAR POR COISAS SIMPLES E PROIBIR ESSA POUCA VERGONHA DAS "CONSULTAS DE MESA".

ABRAÇOS DO BLOG O "PIOLHO DA SOLUM"

PS. Tributar as empresas pelas facturas e Vendas a Dinheiro é uma metodologia aplicada em todos os regimes fiscais europeus, e não só, e até me parece justa, porque está directamente ligada à criação de uma mais valia e a um lucro.

VEJAMOS UM EXEMPLO do Eng. Belmiro de Azevedo: Se o Continente nunca pagar à Optimus as facturas dos telemóveis, então, a Optimus nunca pagaria imposto sobre esses valores! Seria justo?

A excepção em Portugal é que a demora nos pagamentos (PMR), nomeadamente por Estado que deveria ser uma figura de bem, é extremamente alta.

Á semelhança do que acontece noutros países, até aqui ao lado em Espanha, existe uma Camara de Compensação que compensa as dividas dos contribuintes ao Estado e do Estado aos contribuintes ! Se eu tiver uma empresa a quem o Estado deva 500€, então eu poderei abater (com regras) esses 500€ ao valor do IVA que irei pagar.

Esta situação em Portugal, só é valida para os Construtores de Obras Públicas!!! Porque será?

sargento_pimenta disse...

Para o anónimo das 11.38,

A distinção das facturas e recibos já está feita pelas suas funções.

O que, não deve ter percebido é que os impostos deveriam recair sobre os recibos e não sobre as fcturas.
a principal razão tem a ver com os enormes atrasos nos pagamentos que só asfixiam as MPME.

A resolução deste problema é simples mas não ouvimos ninguém resolver.

sargento_pimenta disse...

Ao manuel da gaita,

Neste exemplo que deu ("VEJAMOS UM EXEMPLO do Eng. Belmiro de Azevedo: Se o Continente nunca pagar à Optimus as facturas dos telemóveis, então, a Optimus nunca pagaria imposto sobre esses valores! Seria justo?"), Se o eng. Belmiro não quiser passar factura também ninguém paga nada a ninguém. A factura só serve como testemunho da realização do negócio
e tanto pode haver vigarice na factura como no recibo.
O que se trata é de taxar o recebimento e não na realização do negócio.

Se o Estado fosse eficiente, até poderia comparar as facturas com os recibos. Obrigando a que houvesse cumprimento nas regras do mercado.

Obrigado pelo comentário e um abraço.

Anónimo disse...

CARO SARGENTO PIMENTA,

É PENA QUE NÃO ACTUE COMO FALA, POIS TEM PODER PARA ISSO.

BEM PREGA FREI PIMENTA...


SEMPRE ATENTO E REGRESSANDO DE FÉRIAS.

O CAVALEIRO