" ... O Senhor Ministro já foi obrigado a ouvir aqui o Senhor Deputado Carlos Encarnação e o seu estilo mórbido e desesperado.
Foi um estilo que lhe ficou desde o tempo em que era Secretário de Estado com o então Ministro da Administração Interna Dias Loureiro, quando viam os índices de criminalidade a subirem dia a dia, e os relatórios da segurança interna a trazerem com regularidade o panorama de um país cada vez mais assustado. Muitas vezes aqui criticámos a política do PSD. Porque o PSD tinha de facto uma política fortemente negativa, mas tinha uma política que se percebia e que punha em execução como um caterpiller... O PSD odeia polícia de proximidade. O PSD abomina pequenas esquadras de bairro, teme mais que tudo polícias inseridas na comunidade a partilharem os problemas, e só a ideia de ver cidadãos a participarem na execução de medidas de prevenção deixa-o prostrado e à beira de um ataque de nervos. O que o PSD gosta mesmo é de polícias acantonados em divisões concentradas, as famosas super-esquadras, polícias armados até aos dentes, enquadrados militarmente, espreitando o mundo pelas frestas dos seus quartéis, e fazendo surtidas no exterior para arrebanharem suspeitos, criminosos e, à cautela, alguns sindicalistas e anarquistas... Isto é o PSD no seu melhor. Com a política das super-esquadras, até poupou no sector da segurança interna. Nos tempos do Senhor Ministro Dias Loureiro, o Orçamento corrente do MAI desceu vários anos seguidos em termos reais. Esta política do PSD era muito adequada para usar a polícia como uma força de ocupação, como sucedeu na Marinha Grande no caso da Pereira Roldão. Ou para as chocantes cenas das cargas policiais para defender as portagens (as portagens sociais-democratas, claro!), decretadas pelo então Ministro Ferreira do Amaral. Mas uma polícia assim nem dava segurança aos cidadãos, nem tinha eficácia na prevenção do crime..."
segunda-feira, dezembro 05, 2005
RECORDAMOS AGORA O DIA 20 DE MAIO DE 2000.
" ... VILAR 10 VEZES INDIGNADO... "
EM SOUSELAS O VEREADOR DO AMBIENTE DA CÂMARA DE COIMBRA DIVIDIU POR 10 A SUA REVOLTA
" ... É um ataque inqualificável a Coimbra..." ;
" ... Co-incinerar porquê, interrogou, lembrando que os resíduos hospitalares vão ter uma incineradora dedicada.";
"... Estão a brincar com a saúde das pessoas com análises um pouco subjectivas ...";
" ... todos juntos vão lutar, assegura Vilar ..."
Pena é que Luis Vilar mude tanto, tão depressa, sem explicar porquê e sobretudo é pena que o PS, sobretudo na última década, seja representado por "lideres" trapezistas e sem preparação que garanta o respeito social necessario para o povo voltar a acreditar.
VAMOS RECORDAR O DIÁRIO DE COIMBRA DE 24 DE MAIO DE 2000.
LUIS VILAR LANÇA A SUA PRIMEIRA CANDIDATURA A PRESIDENTE DACONCELHIA DO PS-COIMBRA COM
"10 COMPROMISSOS DE ACÇÃO".
QUEREM RECORDAR CONNOSCO E RIR UM POUCO ?
"... Os primeiros pontos do documento intitulado " Dez compromissos de acção" referem-se à orgânica interna daquela estrutura partidária. O candidato compromete-se a promover reuniões da concelhia de dois em dois meses, para além de as tonar mais vivas e proveitosas. Elementos da sua direcção estarão na sede, um dia por semana, para recebeem os militantes. A criação de uma equipa de acompanhamento de acção política é outra das promessas...".
blá...blá...blá...blá...
É tempo de olhar para trás e ver que mais-valias Luis Vilar trouxe ao PS ? Duas pesadíssimas derrotas, um partido "ferido de morte", sem qualidade, sem debate, com muito autoritarismo, o Rei sou eu. Enfim, um verdadeiro eucaliptal !
Mas o PS tem verdadeiramente o que merece.
AINDA RECORDAMOS MALÓ DE ABREU NO DIA 13 DE MARÇO DE 2000.
Maló Abreu - " ...Penso que o PSD terá que apresentar uma candidatura convincente que possa fazer o arrastamento de um eleitorado que pode ter alguma mobilidade e pode ser arrastado por uma candidatura ganhadora que entusiasme a cidade ... "
DC - " ... Já lançou pelo menos trêsnomes paraa fogueira como Santana Lopes, Horácio PinaPrata e Jaime Ramos ... "
Maló Abreu- " ...Não é para a fogueira.São os três nomes que acho que reúnem osmelhores condições, cada um a seu modo. São três pessoas com características diferentes..."
DC - " ... Já lançou pelo menos trêsnomes paraa fogueira como Santana Lopes, Horácio PinaPrata e Jaime Ramos ... "
Maló Abreu- " ...Não é para a fogueira.São os três nomes que acho que reúnem osmelhores condições, cada um a seu modo. São três pessoas com características diferentes..."
domingo, dezembro 04, 2005
VAMOS RECORDAR O DIÁRIO DE COIMBRA DE 13 DE MARÇO DE 2000.
" NÃO SOU NENHUM ANJINHO"
Maló de Abreu
DC- " ... Tendo em vista, porém,o processo autárquico que se avizinha, não seria legítimo que o eng.º João Paulo Craveiro cedesse algum terreno, de certo modo àdistrital, por frmaa criar um ambiente pacificado e propício a um trabalho sustentado de preparação das autárquicas ?... "
MA- " ... Aderi a essa ideia, que me parecia interessante. Só que me apercebi que por trás disso estaria uma tentativa de manipulação. Eu quero crerque o eng.º João Paulo Craveiro foi ingénuo e até um pouco "santo" no que fez, mas eu não sou propriamente nenhum anjinho..."
COMO ERA O PSD/COIMBRA ANTES DE ENCARNAÇÃO VENCER AS AUTÁRQUICAS DE 2001 ?
" ... Está na natureza da traição que ela mude não só o presente, mas vá atrás com as suas mãos sujas e mude o passado..."
Hillary Mantel - " A change of climate"
Hillary Mantel - " A change of climate"
SÓ QUE SÓ ALGUNS TÊM MEMÓRIA...
" ... O tempo não é uma corda que se possa medir nó a nó, o tempo é uma superfície oblíqua e ondulante que só a memória é capaz de fazer mover e aproximar..."
José Saramago - " O Evangelho segundo Jesus Cristo"
José Saramago - " O Evangelho segundo Jesus Cristo"
HOJE VAMOS RECORDAR OS ANOS DE 1999, 2000 E 2001
Em todas a memórias há um grau de queda, somos todos exilados do nosso próprio passado; tal como ao tirarmos os olhos de um livro descobrimos a nossa ausência dos mundos maravilhosos da imaginação e fantasia.
John Lanchest - " The debt to pleasure"
John Lanchest - " The debt to pleasure"
sábado, dezembro 03, 2005
Fernando dos Santos Neves
Soares ou Cavaco?Para a generalidade dos portugueses, Mário Soares voltará a ser, até porque no fundo nunca deixou de ser, o "presidente óbvio" ou o "presidente propriamente dito" da República Portuguesa pós-25 de Abril.
" ... Mas competência(s) para quê? Para contabilista-economista de qualquer empresa ou até de qualquer governo (e que bom seria que os nossos ditos economistas deixassem de ser meros contabilistas e se tornassem verdadeiros economistas, para que a Economia voltasse a ser aquilo que era para A. Smith e K. Marx, a saber, a "ciência fundamental da sociedade" ou a "rainha das ciências sociais"!) ou competências para "presidente da República", a quem cabem missões bem diversas das que são próprias de qualquer ministro das Finanças ou até de qualquer primeiro-ministro (de que, aliás, Portugal está democraticamente servido para os próximos anos)?
E quer-me, de facto, parecer que, uma vez mais, o povo português, no seu conjunto e para além dos territórios da(s) Esquerda(s), saberá estabelecer as diferenças e demonstrar que, muito mais do que de um "contabilista-economista iletrado", Portugal precisa, para a Presidência da República, sobretudo de um grande "político-estadista culto, europeu e lusófono", como desde há muito conhecida e reconhecidamente provou ser o candidato Mário Soares.
Para a generalidade dos portugueses, Mário Soares voltará a ser, até porque no fundo nunca deixou de ser, o "presidente óbvio" ou o "presidente propriamente dito" da República Portuguesa pós-25 de Abril.Político- -estadista culto ou economista- -contabilista?..."
AI SIM ? NÃO SABIA QUE ÍAMOS TER LEGISLATIVAS ?
Abel F. Queiroz Nascimento, Médico, Professor universitário.
" ... O meu apoio à candidatura do Senhor Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República, deve-se ao facto de ser, para mim, na situação presente, o candidato que possui o perfil mais adequado para ajudar a vencer o difícil e marcante momento que a nossa Nação atravessa. A sua independência, verticalidade, autoridade, isenção, e preparação económica/científica são algo que o País bem precisa..."
" ... O meu apoio à candidatura do Senhor Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República, deve-se ao facto de ser, para mim, na situação presente, o candidato que possui o perfil mais adequado para ajudar a vencer o difícil e marcante momento que a nossa Nação atravessa. A sua independência, verticalidade, autoridade, isenção, e preparação económica/científica são algo que o País bem precisa..."
DIREITO AO CONTRADITÓRIO.
Presidenciais – a direita dividida
por José Paulo Gascão
por José Paulo Gascão
Vai para dois anos que Cavaco, escaldado com a derrota de há 10 anos, começou a gerir o tempo de lançamento da sua candidatura à Presidência da Republica .
A servil comunicação social portuguesa, pressurosa, acorria à convocação e trombeteava, urbi et orbe, o banal comentário como se de ideia profunda se tratasse, comentava o simples artigo com um alarido despropositado, não fora tudo fazer parte da longa, meditada e programada manobra. Pretendia-se criar a ideia do distanciamento que a docência propicia e iludir a realidade: a declaração de retirada para a docência em 1996, depois da humilhante derrota nas presidenciais, escondia mas não esbateu a desmedida ambição de poder do omnisciente professor. AO PONTO DE RENEGAR A SUA CASA MÃE - O PPD/PSD.
Ao longo de dois anos procurou-se adoçar a indisfarçável arrogância, esquecer as gravíssimas lacunas culturais, apresentando Cavaco Silva como o salvador da crise de que ele foi o primeiro e um dos principais responsáveis. Tentam vende-lo como a última essência da competência, esbatendo as suas imensas responsabilidades, enquanto primeiro ministro, no aumento do desemprego (mais de 400.00 desempregados), do déficit das contas públicas que em 1993 chegou aos -8,9%, das falências sem conta que então se verificaram, da instabilidade criada no emprego com a Lei da sub-contratação.
Será preciso lembrar forma como Cavaco Silva passou o testemunho a Fernando Nogueira quando viu que a vitória do PS de Guterres era irreversível, a sua relutância a disputar as eleições presidenciais em 1996, para que foi muito empurrado e a contragosto, e na qual sofreu esmagadora derrota?
A candidatura de Cavaco Silva, pelas ideias subjacentes e por apoios que já concitou até antes de ser assumida, só pode perspectivar um período de instabilidade e conflituosidade com o governo, de que a principal vítima será o povo português.
Cavaco mente quando diz que pode ajudar Portugal a sair da crise. Mas como se os poderes presidenciais não permitem ? E ajudar com que ideias e propostas se ele, como Primeiro -Ministro foi um dos pais do "monstro" ? Ele, Cavaco, é na sua génese, ainda mais liberal e pragmático que um qualquer Sócrates. Ele, Cavaco, na Presidência não poderá deixar de apoiar e até incentivar o Ministro das Finanças nas medidas que o actual Governo vem levando à prática. Portanto é legítimo perguntarmos: Sr. Professor, diga-nos lá como vai poder ajudar Portugal a sair da crise, apesar de enquanto Primeiro-Ministro o não ter feito?
RECORDAR FAZ BEM À DEMOCRACIA!
Novo Sistema Retributivo da Função Pública
Função pública: Miguel Cadilhe responsabiliza Cavaco Silva por aumentos que agravam défice
Por PUBLICO.PT
sábado, 28 de Maio de 2005
O antigo ministro das Finanças Miguel Cadilhe, responsabiliza Cavaco Silva pelo aumento da massa salarial da função pública, promovido nos anos 1990, que hoje é responsável por 15 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
Cadilhe escreve que "os trabalhos preparatórios do novo sistema retributivo da função pública (...) correram sob a responsabilidade directa de Cavaco Silva".
O "Expresso" escreve em manchete que Cadilhe acusa Cavaco de ser pai do "monstro" do défice, um dos epítetos pelos quais ficou conhecida a dimensão da ruptura das contas públicas portuguesas.
Função pública: Miguel Cadilhe responsabiliza Cavaco Silva por aumentos que agravam défice
Por PUBLICO.PT
sábado, 28 de Maio de 2005
O antigo ministro das Finanças Miguel Cadilhe, responsabiliza Cavaco Silva pelo aumento da massa salarial da função pública, promovido nos anos 1990, que hoje é responsável por 15 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
Cadilhe escreve que "os trabalhos preparatórios do novo sistema retributivo da função pública (...) correram sob a responsabilidade directa de Cavaco Silva".
O "Expresso" escreve em manchete que Cadilhe acusa Cavaco de ser pai do "monstro" do défice, um dos epítetos pelos quais ficou conhecida a dimensão da ruptura das contas públicas portuguesas.
AFINAL O QUE É SER PRESIDENTE DA REPÚBLICA ?
É impor ao governo medidas ?
É obrigar o governo a executar as ideias do Presidente ?
NÃO. O NOSSO SISTEMA CONSTITUCIONAL PORTUGUÊS NÃO É PRESIDENCIALISTA. O PRESIDENTE PORTUGUÊS É SOBRETUDO O GARANTE DA DEMOCRACIA. É O GARANTE DA DEFESA DE MAIS IGUALDADE. É O GARANTE DE UMA SOCIEDADE MAIS FRATERNA. É O GARANTE DE MAIS JUSTIÇA.
A PERGUNTA QUE OS PORTUGUESES TERÃO DE FAZER É QUAL DESTES HOMENS, PELO SEU PASSADO E PELAS SUAS ATITUDES, É QUEM MELHOR ASSEGURA ISSO MESMO ?!
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