terça-feira, agosto 30, 2005
segunda-feira, agosto 29, 2005
ESTE BLOG É DEMOCRÁTICO (Q.E.D.)
Acho que não é fácil rebater um texto tão bem escrito.
O texto do companheiro Politicae, está escrito de uma maneira que tenho que me socorrer de Eça de Queirós (o que não é descabido fazê-lo dada a imagem do Parlamento do sec. XIX no topo deste blog) para o elogiar. Diria o nosso compatriota, que o companheiro possui uma «verve fumegante» num elogio que fez a Ramalho Ortigão numa das suas crónicas.
Assim estou eu, ainda a inalar a sua fumegante verve.
Mas já acordado o suficiente para discordar da ideia implícita e explicita do escrito.
Insisto na expressão ‘mau Governo’!
E apesar de saber que tem a opinião que é de “mau tom” avaliar agora o governo eu o farei.
Não será o pouco tempo de governo que me vai impedir, muito menos a péssima situação que o eng. José Sócrates encontrou que me fará parar.
Tenho-me como pessoa sensata e só ataco quando a coisa já passou muito o razoável.
Depois de uma campanha de propaganda muito optimista (exageradamente optimista apesar das cautelas lançadas pelos anteriores governos).
José Sócrates prometia, implicitamente, que iria utilizar muita criatividade para resolver os problemas sem sacrificar mais os contribuintes.
Mas só deu desilusões.
Começou logo no seu discurso de vitória, no final do dia das eleições. A arrogância a vir ao cimo e um discurso a lembrar outros políticos das épocas negras da democracia, ou da falta dela, adivinhavam outras desgraças.
Nos seus poucos 5 meses de Governo tomou logo como primeira medida aumentar o IVA. Para além de não cumprir a promessa de que não ia aumentar os impostos, veio, esta medida, na pior das alturas.
Pois a economia do país ainda não tinha saído do medo em investir, e já estava a ser martirizado com o aumento do imposto mais injusto – o IVA. Injusto por que não descrimina positivamente o contribuinte e arrasa quem quer apenas sobreviver.
Sei que pareço exagerado no tom, mas infelizmente até estou a ser bem comedido nas palavras.
Pois não ouvimos e lemos que as famílias portuguesas estão cada vez mais endividadas?
Mas para além destas tristes e negras noticias, contou-me um amigo, que é gerente num banco da baixa conimbricense, que nunca tinha visto tanta gente a pedir dinheiro para pagar a luz ou para comprar comida. Contou-me algumas histórias (protegendo as identificações) de pessoas, a maioria reformados, a chorarem para que lhes cedessem um empréstimo para sobreviverem.
Contou-me esse amigo que nunca tinha visto tanta desgraça em 30 anos de trabalho no banco.
Isto não é pouca coisa! Nem pode ser visto sob o olhar frio de analista político.
Hoje em dia, são as pessoas que se submetem às directrizes da economia e não a economia a encontrar soluções para as pessoas.
Apesar de partilhar a opinião do companheiro Politicae que não devemos premiar a irresponsabilidade de cidadania, também acho que o exemplo tem que vir de cima.
Mas qual é o exemplo que vem do Estado?
Lembro a imoralidade do ex ministro Campos e Cunha quando acumulou a sua pensão (por seis anos de serviço...) com o salário de ministro. E mais imoral foi a demagogia da supressão das reformas antecipadas a partir dos 55 anos no sector privado quando o ex ministro das Finanças recebe uma de 112 mil euros desde os 49 anos... E não venham com a importância da função e competência técnica, pois o Chairman da Reserva Federal (o banco central dos EUA) Alan Greenspan recebe 180 mil dólares por ano (cerca de 146 mil euros) de salário.
Comparamos o estado da economia dos EUA com a portuguesa?
Outra imoralidade, foram as nomeações de Sócrates que excederam as de Santana Lopes (que ainda assim não foram pequenas). Mas fico-me por aqui, neste tipo de critica.
Infelizmente, o eng. Sócrates não me surpreendeu.
A fórmula é por demais conhecida “ se falta dinheiro no Estado, aumenta-se os impostos. Se, ainda assim, não é suficiente para pagar a vassalagem à Europa nem dá para as mordomias dos pseudo políticos cortam-se as verbas para os ministérios.”
Meus amigos, há tantos livros apontando medidas concretas para salvar o país sem provocar esta sangria dos contribuintes. Mas ninguém quer tomar medidas para salvar Portugal.
Vejam o que acontece com os incêndios, todos os anos acontece esta catástrofe. Todos anos assistimos à pseudo impotência dos responsáveis. Todos os anos lemos as criticas, todos os anos encolhemos os ombros porque todos sabemos que medidas deveriam ser tomadas. Mas todos os anos sabemos que nada acontece.
Não é só!
Vejam a indignação deste nosso outro “bloguista”:
«Li, e não sei o que dizer. Ainda estou a reflectir, entretanto deixo aqui a pergunta para que pensemos juntos. Bem ou mal? também ainda não sei."Há três cientistas portugueses na lista dos 250 mais influentes investigadores em mais de 20 áreas das ciências entre 1901 e 2002, indica um relatório da norte-americana Thomson ESI."Até aqui tudo optimo. Brilhante sem duvida, e a destacar. Agora vejam:1. Este licenciado em Medicina e doutorado em Microbiologia é também director de investigação de primeira classe do Centro Nacional de Investigação Científica, em Paris.2. Outro dos cientistas citados é António Damásio, considerado como o mais influente investigador português da actualidade, tem obra feita na área da neurociência, o que já lhe tem valido diversos prémios internacionais. O autor de «O Erro de Descartes», que se naturalizou norte-americano, é doutorado em Medicina e dirige o departamento de neurologia e o Centro de Investigação da doença de Alzheimer da Universidade do Iowa.3. Carlos Duarte, que se naturalizou espanhol e trabalha no Instituto Mediterrânico de Estudos Avançados da Universidade das Ilhas Baleares nas áreas da Biologia e Botânica, é o outro investigador de origem portuguesa referido no documento da Thomson ESI.O QUE É ISTO ?????????? Alguém me explica...»
In http://portugalnomundo.blogspot.com/
Claro que não vamos colocar todas as culpas em Sócrates. Mas com tanto optimismo na sua campanha eleitoral confiaram, os eleitores, na sua criatividade para resolver as questões nacionais.
Que frustração!
Ainda continua a ser de” mau tom” achar que este é um mau Governo?
OLHÓ VILAR !!
TIRO NOS PÉS: HENRIQUE FERNANDES ASSUME NÃO ESTAR PREPARADO PARA COORDENAR O COMBATE A INCÊNDIOS ?
O GOVERNADOR civil de Coimbra - Henrique Fernandes - chamado desde a madrugada de segunda-feira a coordenar o combate aos incêndios no distrito - foi nomeado há quatro meses e confessa ser «um caloiro» nesta área, para a qual não teve qualquer formação específica. Henrique Fernandes admite ser apenas «um generalista, com bom senso e dois olhos na cara» e não ter qualquer «formação técnica no domínio do combate aos fogos».
In Expresso
Como ? Pode repetir ? Como querem que as populações estejam tranquilas quando os responsáveis políticos confessam as suas impreparações ? Quando o Ministro nomeou os governadores-civis não sabia que essa era uma das já poucas competências que têm ?
Para Reflectir...
A indústria dos incêndios A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.
José Gomes Ferreira Sub-director de Informação
Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas. Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:
1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica? Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências? Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair? Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis? Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?
2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios...
3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.
4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.
5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade. Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime... Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta - e até as habitações - e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal? Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país. Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo - destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime. Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:
1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.
2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).
3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores
4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei. 5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.
6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios. Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.
José Gomes Ferreira
sábado, agosto 27, 2005
NUM BLOGUE DEMOCRÁTICO CADA UM DOS ADMINISTRADORES TRANSMITE LIVREMENTE A SUA OPINIÃO
Concordo com o essencial da análise feita por sargento pimenta, mas discordo, de forma absoluta, quanto ao facto de ter passado a ideia de que o actual governo mentiu e que governa mal e que isso também prejudica Baptista, sobretudo quando afirma que " ... As ultimas mensagens de propaganda politica são promessas que não inspiram a mínima confiança. Parecem os últimos slogans do seu camarada não cumpridor, o sr. Sócrates.O muito mau governo de Sócrates, também não abona a seu favor ... ".
Em primeiro lugar pode ser verdade que as mensagens políticas de Baptista não são de confiar, mas nada disso tem comparação possível com José Sócrates.
O governo PS está no poder há menos de meio ano e a única promessa que fez e que já assumiu não poder cumprir foi o não aumento de impostos, em especial do IVA. Porém à semelhança, aliás, de Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite também a situação económica do país estava bem pior do que se esperaria e pior do que estava previsto ( de forma mentirosa) pelo orçamento de Estado de 2005.
Sabiam que Santana Lopes aumentou os funcionários públicos e Bagão Felix não previu no orçamento de Estado de 2005 esse aumento ? Claro que já sabia que iria deixar de ser poder, pois o orçamento de Estado de 2005 foi aprovado em Dezembro de2005, dissolvida que estava a Assembleia da República, e convictos que todos estavam da derrota social democrata nas urnas em Março de 2005. Por isso, fizeram um orçamento de Estado de mentira porque os"camelos"que seguiriam não seriam os mesmos!
Quanto ao juízo de opinião sobre o mau governo de Sócrates, a mim parece-me que é de mau tom tentar avaliar um governo com 5 meses de existência e com tantos buracos e grandes reformas para fazer.
Se a qualificação advém da contestação na rua, bom, isso até pode ser um bom sinal. Grandes reformas provocam convulsões. Ninguém gosta de perder as suas pequeninas conquistas. Como ninguém assume as suas responsabilidades de viver em comunidade e de ter responsabilidades enquanto cidadão. Não é só o Estado.
Mas, o facto é que esse mesmo Sócrates continua nas sondagens com maioria absoluta e Marques Mendes transformou-se numa decepção que nem oseu partido convence.
Por último, Baptista se tivesse brilho próprio não precisaria de depender do grau de popularidade do Governo.Lembro que Manuel Machado teve as suas maiores maiorias absolutas no tempo das maiorias absolutas de Cavaco Silva. O povo sabe distinguir a natureza do voto autárquico.
Mas, de todo o modo, se a popularidade do governo fossem assim tão determinantes, Baptista ganharia a Câmara de Coimbra, pois o PS ao nível nacional mantem-se entre os 42% e os 45%, ou seja,com maioria absoluta e o PSD nos 25%. No dia 9 de Outubro compararemos os resultados de Baptista com os do governo socialista, entre outras comparações.
É PRECISO TER LATA !

" ... Depois de três anos a inaugurar as obras que Manuel Machado deixou em curso e de mudar beatamente o nome à Ponte Europa, Carlos Encarnação prepara-se para manter o cargo... "
É preciso ter lata para invocar o nome de Manuel Machado quando toda a cidade sabe o que VictorBaptista dizia e diz do anterior presidente da Câmara de Coimbra.
É preciso ter uma ausência de vergonha para, quando interessa, poder usar a boa gestão autárquica anterior, quando todos sabem o que separa Baptista e Machado.
Ninguém ainda esqueceu, Dr.º Victor Baptista, o que o senhor disse do ex-presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, como também há quem se lembre do tempo em que Baptista quis ir na lista como vereador e Manuel Machado não deixou, remetendo-o para o cargo de director financeiro da Câmara, apesar de por pouco tempo.
" ... Aliás, encarnação é um substantivo que o dicionário define como “preparação especial para colar loiça partida”, e não há outro nome melhor para a função... "
O nível do cabeça de lista socialista, Baptista, fica bem demonstrado nesta tirada que fez questão de colocar no seu site de candidatura. Quem não tem ideias para discutir, nem estatura para honrar a política como a arte de dar à comunidade o seumelhor e toda asua preparação, entra por estes caminhos da ofensa e do desprestígio da política e dos políticos.
É umapena. Só temos de lamentar.
sexta-feira, agosto 26, 2005
A “ ESTRATÉGIA” MUITO PRÓPRIA DE BAPTISTA:
2. A sua arrogância bateu todos os recordes (sobretudo com Soure e Figueira da Foz);
3. As primeiras sondagens apontaram a sua derrota;
4. A guerra com os órgãos de comunicação regional não o ajudaram nem o ajudarão na campanha;
5. A escolha da maior parte dos elementos da sua lista foi outro “tiro no pé” (sobretudo com a figura do sr. coronel);
6. A tentativa de convencer o eleitorado com uma sondagem só demonstra a sua insegurança (dado que as outras foram feitas por dois jornais de Coimbra);
7. As ultimas mensagens de propaganda politica são promessas que não inspiram a mínima confiança. Parecem os últimos slogans do seu camarada não cumpridor, o sr. Sócrates.
8. O muito mau governo de Sócrates, também não abona a seu favor;
9. A divisão de socialistas, em todo o concelho, aumenta a guerra contra Victor Baptista;
10. A sua falta de tacto e a enorme falta de carisma ajudam ainda mais a sua derrota.









