«Desafiamos os deputados eleitos pelo PS em Setúbal, Coimbra e Santarém que se unam à oposição, para que impeçam que a co-incineração avance antes de estarem a funcionar os centros de tratamento de resíduos», disse António Carlos Monteiro, em conferência de imprensa, na Assembleia.
O desafio é sobretudo para os deputados cujos círculos eleitorais são directamente envolvidos: Setúbal (Outão), Coimbra (Souselas) e Santarém, já que os dois centros de tratamento de resíduos serão construídos na Chamusca, uma obra da «autoria» do antigo ministro do Ambiente do CDS e que o Governo do PS decidiu continuar.
O deputado explicou que «a maioria (no Parlamento) tem de se responsabilizar com o Governo numa decisão que não faz sentido» e como o «ministro do Ambiente não vai trazer a questão à Assembleia», o CDS decidiu entregar o projecto de resolução, lembrando que a AR já impediu em alturas anteriores que o processo da co-incineração avançasse.
Os populares entendem que «avançar com o processo desta forma poder ter consequências irreversíveis, nomeadamente, ao serem desviados para co-incineração, resíduos que deveriam ser tratados nos CIRVER, diminuindo por isso a quantidade de resíduos recicláveis e reutilizáveis».
Como os centros de tratamento são estarão em funcionamento dentro de um ano e meio, o CDS quer que Assembleia da impeça o licenciamento do processo da co-incineração em cimenteiras.

3 comentários:
Não é preciso o CDS na Assembleia da República, já temos o Carlos da 8 de Maio que é do PSD. Ah!Ah!Ah!
Deixem-se de "merdas" e exigam que os RIP não recicláveis sejam queimados em todas as cimenteiras e nos altos fornos segundo o principio da proximidade por forma a evitar que as lamas andem a passear pelo País
isso era porreiro e eu queria ver que empresas é que se dispunham a essa merda. Nenhuma cimenteira se dispõe a ligar os fornos para queimar uns quilitos de resíduos. Para ser rentável tem se se concentrar tudo numa, duas ou no máximo 3 cimenteiras. E o Vilar sabe disso e até já o defendeu noutras circunstâncias
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