terça-feira, setembro 13, 2005

Mais Lenha para a Fogueira...

Hoje no Diário de Coimbra
A Portugal Telecom estará a desenvolver negociações no sentido de vender o terreno do recinto desportivo, conhecido como o Pavilhão da PT, instalado na Rua General Humberto Delgado, tendo já, segundo os vereadores socialistas, contactado «um elemento da Câmara de Coimbra» no sentido de perceber «qual será a viabilidade do negócio».O Diário de Coimbra não conseguiu confirmar, junto do Gabinete de Comunicação e Imagem da Portugal Telecom, se realmente existe negócio em vista, mas Luís Vilar garante que tomou conhecimento do mesmo «através de trabalhadores e de pessoas de dentro da PT» e teme que «uma questão de negócio imobiliário» venha a colocar em causa a actividade desportiva desenvolvida naquele pavilhão.O vereador socialista, assim como já o havia feito Jorge Gouveia Monteiro, recordou que aquele espaço tem uma média semanal de 13 horas de ocupação, mais de 600 praticantes em diferentes modalidades e é o espaço escolhido pelas escolas da zona da Solum para que os seus alunos pratiquem desporto. Aliás, o vereador da CDU – que foi quem abordou inicialmente este assunto – mostrou alguma «apreensão» em relação à possível venda, uma vez que «a cidade não deve, nem pode deixar perder um espaço desportivo como este».Os socialistas, pelos vistos, não são tão “radicais”. Luís Vilar, em conversa com os jornalistas à margem da reunião, confirmou que o PS «não recusa a construção naquele local, caso se concretize o negócio», no entanto, continua, «não concordaremos se a intenção for betonizar totalmente aquela zona, ou seja, continuar a selva de betão que já existe por toda a Solum». Os socialistas querem que haja «equilíbrio», chegando mesmo Vilar a falar na necessidade de «toda aquela zona ser dotada de espaços verdes, que fogem cada vez mais de Coimbra»,

4 comentários:

Anónimo disse...

Um presidente de Câmara, andando tranquilamente pela rua, é atropelado e morre.
A alma dele chega ao Paraíso e dá de caras com São Pedro na entrada.
— Bem-vindo ao Paraíso! diz São Pedro. Antes que você entre, há um probleminha. Raramente vemos políticos por aqui, sabe? Então não sabemos bem o que fazer consigo.
— Não vejo nenhum problema, é só deixar-me entrar, diz o antigo presidente
— Gostaria muito, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte:
— Você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.
— Não é preciso, já resolvi. Quero ficar no Paraíso, diz o ex-presidente.
— Desculpe, mas temos as nossas regras.
Assim, São Pedro acompanha-o até ao elevador e ele desce, desce, desce, até ao Inferno.
A porta abre-se e ele vê-se no meio de um lindo campo de golfe. Ao fundo, o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais tinha trabalhado. Todos muito felizes em traje social.
Ele é cumprimentado, abraçado e começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos à custa do povo.
Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar.
Quem também está presente é o diabo, um fulano muito amigável que passa o tempo todo a dançar e a contar piadas.
Divertem-se tanto que, antes que ele se aperceba, já é hora de se ir embora.
Todos se despedem dele com abraços e acenam, enquanto o elevador sobe.
Ele sobe, sobe, sobe e a porta abre-se outra vez. São Pedro está à espera dele.
— Agora é a vez de visitar o Paraíso.
Ele passa 24 horas com um grupo de almas contentes, que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando.
Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia termina e São Pedro volta.
— Então? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna.
Ele pensa um minuto e responde:
— Nunca tinha pensado nisso... O Paraíso é muito bom, mas acho que vou ficar melhor no Inferno.
Então São Pedro leva-o de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até ao Inferno.
A porta abre e ele vê-se no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo. Vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas, a catar o entulho e a colocá-lo em sacos pretos.
O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do ex-presidente.
— Não entendo - gagueja o presidente - Ontem estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançámos e divertimo-nos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo de lixo e os meus amigos arrasados!!!
O diabo olha pra ele, sorri ironicamente, e diz:
— Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto!

Vitor Manuel disse...

A expucalação imobiliária de mãos dadas com a corrupção nos meios políticos, não respeita nada.
Proponho desde já vigilância sobre este assunto. E depois uma grande mobilização extra partidária, para impedir a negociata.

Anónimo disse...

1º - "13 horas de ocupação média semanal" deve ser engano não?

2º - "A cidade não deve perder um espaço desportivo como este" - aposto que mais de metade dos conimbricences nem sabe que aliexiste um pavilhão.

3º - O espaço em causa é privado (PT) e se as escolas da solum o enchem com 600 alunos por semana então para que servem os ginásios que elas mesma possuem.

Nem tanto ao mar nem tanto á terra!

Anónimo disse...

Como funcionário da PT, atento a este problema, esclareço:
- é na verdade engano as 13 horas semanais. São 13 horas diárias, o que dá uma ocupação quase constante.
- as escolas que utilizam este espaço, são em geral escolas primárias que não têm qualquer pavilhão: nº10 (conhecida como anexas), escola S.Sebastião, do Areeiro, do Vale da Flores, etc. Num total de 10.
- a PT veio desmentir esta intenção, o que foi logo aproveitado pelo D.Coimbra para defender o actual executivo, como é hábito. Esclareço que não foi, na verdade, a PT que esteve na Câmara a inteirar-se da viabilidade de construção. FOI UMA IMOBILIÁRIA. Mas como o espaço é da PT, e se cá esteve uma imobiliária....